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Mais de 50% dos municípios do estado estão com alto risco de dengue

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Classificado com alto risco para a dengue, Mato Grosso está em alerta vermelho e, a cada uma hora, registra pelo menos 4 novos casos da doença. Com a alta incidência, uma proporção de 758,1 vítimas para cada 100 mil pessoas, até a primeira quinzena de novembro o Estado contabiliza 26.416 casos e tem 51% dos municípios na mesma situação, com incidência acumulada, maior ou igual a 300 para 100 mil habitantes.

A situação preocupa a Vigilância Sanitária que alerta que com o período chuvoso há previsão de aumento dos registros para os próximos meses, além da maior atenção da saúde para o diagnóstico da doença que pode ser confundida com a covid-19.

Os dados são do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde (SES) e apontam que entre as cidades mato-grossenses com maiores incidências estão Nova Ubiratã – com 11.166,8 casos a cada 100 mil/ha, Itaúba (9.758 a cada 100 mil/ha) e Marcelândia (7.191,2 para 100 mil/ha). Já o município com o maior número de casos até agora é Sorriso, com 3.990 registros.

Até o momento, foram confirmados 8 óbitos por dengue no Estado e 3 estão em investigação. Em 2020, foram 18 mortes. Cuiabá e Várzea Grande têm médio e baixo risco, respectivamente, para a dengue. As duas juntas somam 1.008 notificações da doença.

Na Capital são 759 casos, 17% a menos que o registrado no mesmo período de 2020. Já em Várzea Grande a queda foi de 45,6%, com 249 casos este ano. Superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes afirma que o cenário é preocupante tendo em vista que a saúde, de forma geral, acabou de sair de um período intenso em que as atenções estavam voltadas para a covid-19 e agora é aguardada uma alta significativa nos casos de dengue.

 

Conforme ela, desde o início da pandemia a vigilância tem realizado oficinas de atualização para a melhoria dos diagnósticos da dengue e da covid, tendo em vista que no início os sintomas das duas doenças podem ser confundidos. Alessandra destaca o teste rápido da covid e o exame de sangue para a dengue. “Esse diagnóstico precoce é primordial para o tratamento das duas doenças”.

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