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Deslizamento de terra mata pelo menos 24 pessoas no Equador, 12 estão desaparecidas

Reuters

Pelo menos 24 pessoas morreram em um deslizamento de terra na capital equatoriana Quito, e outras 12 estão desaparecidas, disse o prefeito Santiago Guarderas nesta terça-feira (1°), enquanto equipes de resgate vasculhavam casas e ruas cobertas de lama após as piores chuvas em quase duas décadas.

Equipes de resgate de bombeiros continuam vasculhando casas e ruas cobertas de lama em Quito, Equador, 1º de fevereiro de 2022. REUTERS/Jonatan Rosas

As chuvas torrenciais da noite de segunda-feira (31) causaram um acúmulo de água em um desfiladeiro perto dos bairros operários de La Gasca e La Comuna, jogando lama e pedras nas residências e afetando o fornecimento de eletricidade.

A agência de gestão de desastres do país disse que 48 pessoas ficaram feridas.

“Vimos esse imenso rio negro que arrastava tudo, tivemos que escalar os muros para escapar”, disse a moradora Alba Cotacachi, que retirou suas duas filhas de sua casa. “Estamos procurando os desaparecidos.”

Karen Maite, 16, é socorrida por equipes de resgate em área de deslizamento de terra em Quito, Equador, 1º de fevereiro de 2022. REUTERS/Jonatan Rosas

Imagens mostraram um homem lutando para se libertar das águas lamacentas que desciam uma rua residencial. Testemunhas disseram que o homem foi arrastado enquanto moradores gritavam por socorro.

Outros vídeos mostraram uma torrente varrendo árvores, veículos, lixeiras e até postes de eletricidade, enquanto algumas pessoas foram resgatadas da água barrenta por vizinhos.

Carro é visto em área de deslizamento de terra em Quito, Equador, 1º de fevereiro de 2022. REUTERS/Jonatan Rosas

As autoridades não descartam a possibilidade de novos deslizamentos de terra. O gabinete do prefeito montou abrigos para as famílias afetadas e começou a limpar as ruas da cidade.

O Equador enfrenta fortes chuvas em várias áreas, que causaram transbordamento de rios e afetaram centenas de casas e estradas.

As chuvas em Quito na segunda-feira foram equivalentes a 75 litros por metro quadrado, a maior em quase duas décadas.

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