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Projeto prevê outras espécies de peixe em Manso para acabar com ataque de piranhas

Da Redação

Projeto de lei de autoria conjunta da deputada Janaína Riva (MDB) e do deputado Elizeu Nascimento (PL) estabelece a criação do Programa de Peixamento na Barragem da Usina Hidrelétrica do Manso. A proposta visa repovoar a estocagem de peixes de larvas, pós-larvas, alevinos, juvenis e adultos de peixes, e também colocar no ambiente um predador natural da piranha, que aumentou a população e passou a atacar os banhistas.

O diretor de Furnas, que controla a Usina de Manso, foi convocado para prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa sobre a proliferação de piranhas no lago. Pelo projeto de lei, caberá a empresa realizar o repovoamento das espécies.

“Quando se instala uma usina, você tem o compromisso de equilíbrio do meio ambiente. As usinas mais antigas não tinham obrigatoriedade de colocar escada do peixe ou elevador de peixe. O que acontece hoje no lago de Manso, é que não tem outro peixe para abater a piranha. A solução seria fazer como em Goiás, como fez o ex-governador Marconi Perillo, que autorizou soltar um milhão de tucunarés em um lago muito menor do que o de Manso, para equilibrar o meio ambiente”, destacou a deputada Janaína Riva.

Os ataques de piranhas têm ocorrido na margem do lago, onde estão localizados os empreendimentos como restaurantes, pousadas e marinas. Os ninhos das piranhas também ficam nas prainhas à beira do lago, tornando um risco para quem entra na água.

“Quem faz um turismo mais econômico é quem sofre mais, por ter acesso apenas à beira do lago. No meio do lago não há esse problema. Por isso eu e o deputado Elizeu estamos sugerindo alternativas como o peixamento, depois o pesque pague, pescaria. Furnas não está cumprindo o papel social, pois baixou o nível do lago e quem investiu ali, agora esta mais distante e também não cumpre o equilíbrio ambiental e os acidentes com piranhas aumentando a cada ano”, argumentou a deputada.

Por outro lado, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) disse que o peixamento de rios e lagos só poderá ser feita com autorização emitida pela Sema-MT com três meses de antecedência. O processo de soltura deve ser acompanhado por um responsável técnico.

O lago do Manso, por ser um ambiente de ecossistema lêntico, nos quais a água apresenta pouco ou nenhum fluxo, é propício ao desenvolvimento de peixes como a piranha. Estes peixes normalmente são atraídos por sons de frutas e sementes que caem de árvores e batem na água. Eventualmente poderá haver ataques a pessoas ou animais e, para que isso ocorra, a piranha precisa de um chamariz.

Desta forma, a orientação da pasta é que a população evite hábitos como jogar comida e entrar na água com qualquer lesão não cicatrizada no corpo, pois são ações que poderiam atrair a atenção destes peixes.

Outra recomendação é realizar o cercamento de quiosques que ficam dentro da água com sombrites ou outro tipo de tela que permita a passagem da água e impeça o trânsito de qualquer tipo de peixe.

 

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