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Conselho de Ética da Alesp aprova cassação de Arthur do Val

Da Redação

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta terça-feira, (12), a cassação do mandato do deputado estadual Arthur do Val (União Brasil) por quebra de decoro parlamentar após ter feito declarações machistas sobre mulheres ucranianas. Por unanimidade, o conselho aprovou o relatório do deputado estadual Delegado Olim (PP). Agora, a Mesa Diretora deverá aprovar o processo para que ele siga tramitando e seja votado, em forma de projeto de lei, no plenário da Casa.

Para que seu mandato seja cassado, é necessário que a maioria simples dos 94 deputados estudais votem de maneira favorável. A sessão desta terça-feira foi marcada pela agressão de um ex-assessor do deputado estadual Gil Diniz (PL) por um também ex-funcionário de Do Val. Membros do Movimento Brasil Livre (MBL) ficaram, durante toda a sessão, em frente da Alesp pedindo “não à cassação” de “Mamãe Falei”. O barulho feito pelos militantes chegou a interromper a fala de alguns membros do colegiado.

Conhecido nas redes sociais como “Mamãe Falei”, o parlamentar foi até à Ucrânia sobre o pretexto de oferecer ajuda aos refugiados de guerra. Durante sua passagem ao país, do Val mandou uma série de áudios a colegas do MBL com comentários machistas e sexistas. Em um deles, o deputado disse que as mulheres ucranianas “são fáceis porque são pobres”. Logo após o vazamento, o próprio parlamentar assumiu a autoria dos áudios, se desfiliou do Podemos e se afastou do MBL.

Em entrevista ao podcast “Inteligência LTDA” publicado na noite desta segunda-feira (11), do Val concordou que merece ser punido pelas declarações, mas defendeu que uma possível cassação de seu mandato abrirá um precedente “horroroso” para a democracia brasileira. “Ninguém está falando para ‘acabar em pizza’. ‘Deixa quieto’. Não. Me dê uma suspensão. Agora, cassar os meus direitos de se eleger. Cassação é demais. Isso é um precedente horroroso para a nossa democracia. Cassar um deputado por um áudio privado, sem crime, sem direito de defesa. É um absurdo completo”, defendeu.

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