O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT), com apoio da Marinha do Brasil, da Polícia Ambiental e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), mantém as buscas pelo piloteiro Vando Celso, desaparecido desde o último domingo (28) após o naufrágio de uma lancha no Lago do Manso, nas proximidades do condomínio Porto do Manso, em Chapada dos Guimarães, a cerca de 65 quilômetros de Cuiabá. Oito bombeiros atuam na operação, entre mergulhadores, operadores de drone e militares responsáveis pelo uso de sonar.
Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (31), o tenente-coronel bombeiro militar Heitor Souza explicou que a complexidade da operação está relacionada às condições do lago. Ele explicou que a grande profundidade, aliada à baixa temperatura da água e à alta pressão, dificulta a flutuação do corpo, o que contribui para a demora na sua localização.
Ainda nesta terça-feira, no início da tarde, o corpo do empresário Lucas Yerdliska foi encontrado por populares que utilizavam uma embarcação particular. Ele estava boiando a mais de um quilômetro da margem do lago. Lucas e o piloteiro eram os dois únicos ocupantes da lancha que ainda estavam desaparecidos após o acidente.
Além deles, também estavam na embarcação a esposa do empresário, Camila Mazzaron, e os dois filhos do casal, de 1 e 6 anos. Camila relatou às autoridades que o motor da lancha havia sido desligado momentos antes do tombamento, que teria sido provocado por ventos fortes na região.
O filho mais velho usava colete salva-vidas e conseguiu nadar até a margem, alcançando o condomínio, onde pediu socorro. Ele foi a primeira pessoa a fornecer informações às equipes de resgate, indicando de forma aproximada o local onde ocorreu o naufrágio.
Durante as buscas, Camila e o bebê de 1 ano foram localizados à deriva, sustentados por um flutuador. Ambos estavam conscientes no momento do resgate e foram retirados do lago com vida.


