O vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos)afirma que não pretende promover grandes mudanças no secretariado estadual caso assuma o comando do Palácio Paiaguás, após a esperada renúncia do governador Mauro Mendes (União), que deve deixar o cargo para disputar uma vaga ao Senado neste ano.
Segundo Pivetta, a diretriz é preservar a continuidade administrativa e respeitar o mandato conferido pelas urnas. “Esse mandato é do Mauro Mendes e meu. O povo nos deu esse mandato, nos contratou. O Mauro renunciando, eu passo a ser governador, mas esse mandato ainda pertence a nós dois”, afirmou.
O vice-governador ressaltou que eventuais alterações no primeiro escalão serão pontuais e motivadas, principalmente, por exigências legais do calendário eleitoral. De acordo com ele, quatro ou cinco secretários que manifestaram intenção de disputar eleições precisarão se desincompatibilizar dos cargos, abrindo espaço para substituições técnicas. “Eu vou mexer o mínimo possível. Esses secretários vão sair e alguém será colocado nesses lugares para continuar o trabalho, aperfeiçoar o que for possível e fazer as mudanças necessárias”, explicou.
Pivetta disse ainda que o objetivo é manter o ritmo da gestão e assegurar a continuidade das políticas públicas em andamento, evitando rupturas bruscas. “A ideia é continuar o trabalho e melhorar no que for possível”, reforçou.
Embora tenha admitido que já avalia nomes para eventuais substituições, o vice-governador afirmou que qualquer definição dependerá da confirmação formal do cenário político. “Nós estamos pensando em nomes, já tenho bastante coisa desenhada na cabeça, mas tudo depende do ‘se’. Precisamos aguardar. No dia 3 de abril a gente vai saber tudo”, concluiu.
Em suma, seis secretários devem deixar suas pastas no início de abril para disputar a eleição. O afastamento do cargo é uma exigência da legislação eleitoral, sendo o prazo de seis meses antes da eleição (4 de abril).
Segundo informações de bastidores, devem se afastar os secretários Fábio Garcia (Casa Civil), Alan Porto (Educação), Gilberto Figueiredo (Saúde), César Roveri (Segurança Pública), Leonardo Albuquerque (Escritório de Representação de MT em Brasília) e Allan Kardec (Ciência, Tecnologia e Inovação).


