CRIME NO DESPRAIADO
Mãe é poupada após chamada de vídeo durante execução; jovem pode ter sido confundido por facção
Da Redação
A mãe de um jovem executado com sete tiros no rosto foi poupada pelos criminosos após o ‘mandante do crime’ decidir que ela deveria ser poupada. A informação é do delegado Bruno Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, responsável pelo caso. Os bandidos chegaram a fazer uma chamada de vídeo para saber qual seria o futuro dela. O assassinato do jovem foi registrado na noite de domingo (1), no bairro Despraiado.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos chegaram ao local, entraram rapidamente no imóvel e executaram o jovem com sete disparos de arma de fogo, a maioria atingindo a região da cabeça. Durante a invasão, a mãe tentou lutar com os criminosos para proteger o filho, mas acabou sendo agredida com uma coronhada.
Ainda conforme o delegado, após os disparos, os autores fizeram uma ligação por vídeo, que teria sido transmitida pela internet, para confirmar se a mulher deveria ou não ser morta. A ordem, no entanto, teria sido negativa, e a mãe foi “poupada” no momento final da ação.
“Foi uma ação extremamente rápida. Eles chegaram, entraram, executaram o rapaz e, em seguida, fizeram uma chamada de vídeo para perguntar se a mãe ‘tinha volta’. A resposta foi não, e por isso ela não foi morta”, explicou Bruno Abreu.
As investigações apontam que o jovem havia chegado da Bolívia há apenas dois dias e não morava de forma fixa no local, onde ficaria por um curto período antes de seguir para um hotel. A mãe da vítima também não reside no imóvel. Para a polícia, há a possibilidade de que o rapaz tenha sido confundido com integrante de uma facção criminosa rival, hipótese que será aprofundada no inquérito.
“O que tudo indica, de forma preliminar, é uma execução planejada, com ritual típico de organização criminosa. Existe a suspeita de que ele possa ter sido confundido, possivelmente por conta de rivalidade entre facções”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil segue analisando imagens, depoimentos e possíveis registros da transmissão feita pelos criminosos. O caso é tratado como homicídio qualificado e segue sob investigação da DHPP.


