A constatação de que investigados no caso envolvendo o Banco Master também figuravam como acionistas do Banco Regional de Brasília (BRB) levou à abertura de uma nova apuração, que deve se aprofundar na gestão da instituição, cujo sócio majoritário é o Governo do Distrito Federal.
A informação consta em um relatório apresentado pelo próprio BRB ao Banco Central, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal (PF). O documento reúne achados de uma auditoria externa encomendada pela nova diretoria do banco.
Segundo a auditoria, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; o ex-sócio da instituição, Maurício Quadrado; e o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur, teriam adquirido ações do BRB. A Polícia Federal investiga agora como se deram as operações de compra e venda desses papéis.
Até o momento, mesmo quando questionados em depoimentos, Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, não haviam mencionado a participação acionária.
Em nota enviada, a defesa de Daniel Vorcaro informou que o Banco Master possuía participação no BRB por meio de sua holding, de forma regular e dentro das normas do mercado. Segundo os advogados, a operação teve como objetivo ampliar o capital do banco.
A defesa afirma ainda que a aquisição ocorreu no contexto de um aumento de capital aprovado pelo Banco Central e que Vorcaro segue colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.


