Os técnicos-administrativos das universidades federais em Mato Grosso iniciaram, nesta segunda-feira (13), uma greve por tempo indeterminado, impactando diretamente o funcionamento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR). A paralisação segue mobilização nacional coordenada pela Fasubra e cobra o cumprimento de acordos firmados com o governo federal após a greve de 2024.
A decisão foi tomada em assembleia geral organizada pelo SINTUF-MT, com participação de servidores em Cuiabá, Sinop, Barra do Garças e Rondonópolis. Segundo o sindicato, a adesão foi majoritária entre os presentes.
Com a paralisação, serviços considerados essenciais passam a operar de forma reduzida, com cerca de 30% da capacidade. Entre os impactos imediatos, está o fechamento da biblioteca da UFMT, além da limitação de atendimentos no Hospital Veterinário e no Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), que funcionarão em regime de escala.
De acordo com a coordenadora regional do sindicato, Marillin de Castro Cunha Tedesco, a principal reivindicação da categoria é o cumprimento integral do acordo firmado no fim da paralisação anterior. “Vários pontos ficaram pendentes e não foram cumpridos”, afirmou.
A greve também deve afetar áreas estratégicas da rotina acadêmica, como secretarias, emissão de documentos, tramitação de processos administrativos e apoio a atividades de ensino e pesquisa. O restaurante universitário não deve sofrer impacto, por ser terceirizado.
Um comando local de greve já foi instalado para organizar o movimento e definir os serviços essenciais. Representantes de Mato Grosso também foram escolhidos para integrar o comando nacional, responsável pelas negociações em Brasília.
Ainda não há previsão para o fim da paralisação, que será avaliada periodicamente pela categoria em novas assembleias.


