ESCOLHA COM CAUTELA
Pivetta compara bonde urbano ao VLT e aposta em ônibus urbano entre Cuiabá e Várzea Grande
Muvuca Popular
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) compara o Bonde Urbano (BUD) com o VLT e acredita que o Ônibus Urbano será a melhor saída para Cuiabá e Várzea Grande. Ele frisa, contudo, que o governo do Estado ainda não bateu o martelo quanto ao modal que será implantado nos municípios, mas garante que a definição deve sair até o final deste primeiro semestre.
“Esse VLT, esse sistema que foi planejado e iniciado, e principalmente que levou muito dinheiro do povo mato-grossense, foi feito sem o devido planejamento e avaliação, porque não tem a mínima chance de dar certo o VLT em Cuiabá. Então, agora estamos fazendo a infraestrutura, que é a faixa contínua do transporte coletivo, que poderá ser ônibus elétrico, ônibus a biodiesel, a etanol, e estamos estudando a possibilidade de bonde urbano”, declarou Pivetta.
O governador destacou que o bonde urbano, embora rode sobre pneus, apresenta requisitos quase idênticos ao VLT e levanta dúvidas sobre custos de manutenção.
“A conclusão até agora é que esse bonde urbano equivale quase ao VLT, ele precisa quase das mesmas condições que o VLT precisava, apesar de ser sobre pneus, que não existem no mercado, são especiais. Os investimentos iniciais a gente sabe, mas não sabemos o custo da manutenção. Então, não se pode tomar uma decisão sem saber quanto vai custar”, explicou.
Por outro lado, cita os ônibus urbanos disponíveis no mercado, com ótimas qualidades e baixo custo. “Hoje nós temos ônibus urbanos muito bons, extremamente silenciosos, ambientalmente corretos, climatizados, com USB nas poltronas, Wi-Fi”, completou dizendo que não tem pressa para tomar a decisão.
“Sem pressa, mas também não muito folgado, porque nós vamos entregar esse primeiro trecho na virada do semestre e já queremos colocar os carros para andar e começar a transportar o povo várzea-grandense e cuiabano”, destacou.
O governador reforçou que a escolha final será feita com cautela, evitando repetir os erros do passado. “Nós vamos tomar uma decisão assertiva, não vamos ser irresponsáveis como foram no passado”, concluiu.


