ELEIÇÕES 2026
Durante visita a MT, Flávio acusa interferência do STF e faz apelo a Fachin por “neutralidade”
Muvuca Popular
O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou que há interferência do Supremo Tribunal Federal (STF) no processo político e eleitoral do país e fez um apelo direto ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, para que não haja influência judicial na escolha do próximo chefe do Executivo.
As declarações foram dadas durante visita a Mato Grosso nesta quarta-feira (22), em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá), ao comentar investigações que envolvem parlamentares e governadores, incluindo o inquérito das chamadas “fake news”, no qual o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também teria sido citado em apurações recentes.
Flávio Bolsonaro manifestou solidariedade a Zema e criticou o que classificou como “ativismo judicial” dentro do Judiciário. “Minha solidariedade aqui ao Romeu Zema, que é mais uma vítima dessa militância que existe no Judiciário, esse ativismo judicial, que é muito lamentável”, afirmou.
O senador também questionou a condução de inquéritos no STF e alegou que parlamentares estariam sendo enquadrados por manifestações políticas. Segundo ele, desde a Constituição de 1988, não haveria registros de condenações de parlamentares por crimes como calúnia na Corte.
“Vocês sabem quantos parlamentares já foram condenados pelo STF desde 1988 por calúnia? Zero”, disse.
Flávio Bolsonaro afirmou ainda que há uma tentativa de, em sua avaliação, desequilibrar a disputa eleitoral por meio de decisões judiciais e criticou a atuação de ministros da Corte, citando especialmente o ministro Alexandre de Moraes.
“Eu lamento muito a abertura desse processo porque parece que tem ministro no Supremo, em especial Alexandre de Moraes, que está com saudade de participar diretamente das eleições”, declarou.
O pré-candidato também alegou que haveria articulações políticas e jurídicas envolvendo petições que, segundo ele, estariam sendo direcionadas à Primeira Turma do STF como forma de interferência no processo eleitoral.
Ao final, Flávio Bolsonaro fez um apelo direto ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, pedindo que a disputa eleitoral seja conduzida exclusivamente pelo voto popular.
“Deixe que a população, que os brasileiros, os eleitores escolham quem será o próximo presidente da República e que não haja interferência da Primeira Turma do seu tribunal”, concluiu.


