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PRÉ-CAMPANHA

Flávio promete crédito ao agro, freio a terras indígenas e fim da moratória da soja

Thalyta Amaral e Renato Ferreira

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Em visita a Mato Grosso nesta quarta-feira (22), o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, assumiu três compromissos centrais voltados ao agronegócio caso seja eleito: reestruturação das linhas de crédito rural, freio na demarcação de novas reservas indígenas e revisão da moratória da soja. As declarações foram feitas durante participação da Norte Show, em Sinop.

Ao falar sobre política de financiamento, o presidenciável afirmou que pretende reformular o Plano Safra com juros mais baixos e maior facilidade de acesso ao produtor rural.

“Eu quero aqui me comprometer a restabelecer as linhas de crédito do Plano Safra de forma simplificada, com juros bem mais baixos, porque nós vamos ser um governo com responsabilidade fiscal e, por consequência, a tendência é que os juros baixem bastante. O Brasil precisa financiar quem quer empreender e é o caso aqui”, disse.

O segundo ponto abordado por Flávio Bolsonaro foi a política de demarcação de terras indígenas. Ele criticou o atual governo federal e afirmou que, se eleito, não permitirá novas demarcações.

“É inaceitável essa tentativa ideológica do atual governo de atrapalhar o agro brasileiro. Tem pedidos na FUNAI que podem totalizar 2,2 milhões de hectares, atingindo 22 municípios aqui em Mato Grosso. Se depender do nosso governo, nenhuma dessas reservas será demarcada, porque a vocação do estado é a produção”, afirmou.

Apesar da posição contrária à ampliação de áreas demarcadas, o senador destacou que pretende adotar uma política de maior autonomia para os povos indígenas, incluindo a possibilidade de decisões sobre atividades produtivas dentro de suas terras.

“Nós vamos respeitar os indígenas e a autonomia dos povos indígenas para que eles decidam o que deve ser feito em suas terras, com responsabilidade ambiental”, completou.

Flávio Bolsonaro também defendeu uma revisão da chamada moratória da soja, acordo que restringe a compra do grão produzido em áreas desmatadas na Amazônia após 2008. Segundo ele, o mecanismo estaria prejudicando produtores que atuam dentro da legalidade ambiental.

“Me comprometo aqui com o fim da moratória. Não podemos aceitar esse boicote aos produtores rurais que respeitam a legislação ambiental. Essa questão não pode ser usada como desculpa para atrapalhar o agro brasileiro”, disse.

O pré-candidato afirmou ainda que pretende levar o tema ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e ao Supremo Tribunal Federal, caso a discussão siga judicializada, com o objetivo de acelerar uma definição sobre o tema.

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