DEBATE NA MANHÃ
“Estamos discutindo o fim de algo que dá certo”, diz Rosa Neide sobre Samu
Muvuca Popular
A preocupação com o fim dos Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Mato Grosso ganhou tom de alerta nesta terça-feira (28), durante audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O debate é marcado por críticas e apelos por solução imediata diante do risco de descontinuidade do serviço em Cuiabá, Várzea Grande e região.
A ex-deputada federal Rosa Neide (PT) classificou a situação como preocupante e criticou o fato de o Estado estar mobilizando esforços para discutir a possível interrupção de um serviço considerado essencial.
“Estamos discutindo a destruição de algo que dá certo. O Samu é uma política pública que salva vidas todos os dias. Quantas mortes foram evitadas, quantas sequelas deixaram de acontecer graças ao atendimento rápido?”, destacou.
A audiência foi convocada pela Comissão de Saúde da Assembleia após a demissão de 56 profissionais do Samu na capital, o que acendeu o alerta sobre a continuidade do serviço. O encontro contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde, entre eles o diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência, Fernando Figueira, que está em Mato Grosso para tratar do tema com a Secretaria de Estado de Saúde.
Durante a discussão, Rosa Neide também questionou a condução da gestão e a possibilidade de perda de recursos federais destinados ao serviço, caso não haja adequação às exigências do Sistema Único de Saúde (SUS).
A parlamentar ainda reforçou que o debate não deve ser tratado como disputa política, mas como uma pauta de interesse coletivo. “Não é uma discussão de partido. É sobre uma política pública que funciona e que precisa ser mantida para atender a população”, afirmou.
A audiência reúne deputados, profissionais da saúde e representantes de órgãos públicos, em busca de uma solução que garanta a continuidade do Samu e evite prejuízos à população que depende do atendimento de urgência.
Em março, o Governo de Mato Grosso 56 servidores do Samu, que atuavam diretamente no atendimento à população. O sindicato alerta que a medida pode levar ao fechamento de bases e comprometer o serviço.Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que as demissões não vão impactar, já que haverá a integração das ações do Serviço de Atendimento Pré-Hospitalar, prestado pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros (CBMMT).


