"GRANDE LÍDER"
Mendes sente “saudade” de Bolsonaro e afirma que não houve “negociatas” em sua gestão
Muvuca Popular
O ex-governador Mauro Mendes (União) afirmou que ele, o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e outros brasileiros sentem saudades do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração ocorre após Pivetta também mencionar publicamente essa percepção.
Segundo Mendes, a avaliação positiva está relacionada ao perfil da gestão federal à época. “Eu acho que o presidente Bolsonaro fez um grande papel. Tinha um governo mais técnico, que gerou superávit depois de muitos anos de déficit primário, com uma equipe alinhada e competente”, afirmou.
Para o ex-governador, esse sentimento ajuda a explicar o atual cenário político nacional. “Essa saudade faz com que ele sinta, que eu sinta e que muitos brasileiros sintam”, disse, ao comentar o ambiente de polarização envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mendes também foi questionado sobre a fala de Pivetta a respeito da ausência de “negociatas” no governo estadual. Ao comentar o tema, ele afirmou que não teve conhecimento de práticas desse tipo durante sua gestão e destacou que, em seu caso, sequer houve tentativas.
“Que eu tenha conhecimento, não. Comigo principalmente não. As pessoas não têm coragem de chegar para mim para propor isso”, declarou.
Apesar disso, o ex-governador reconheceu que há rumores recorrentes nos bastidores políticos. “A gente sempre escuta comentários de movimentações em algumas áreas, mas nada que tenha chegado diretamente ao meu conhecimento”, acrescentou.
Durante a entrevista, Mendes também comentou sobre a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, obra concluída em sua gestão. Ele destacou que, apesar da entrega da estrutura, o desafio agora é atrair empresas, especialmente diante de mudanças no marco regulatório nacional que reduziram a atratividade desse tipo de empreendimento.
“O governo finalizou aquela demanda histórica. Agora o desafio é atrair empresas para transformar aquilo em um polo de industrialização”, concluiu.


