DISPUTA ACIRRADA
Mato Grosso tem 10 pré-candidatos ao cargo de governador para as eleições de outubro
Thalyta Amaral
Mato Grosso tem, oficialmente, 10 pré-candidatos ao cargo de governador que pretendem disputar as eleições em outubro. Além de nomes conhecidos na política, a lista tem novatos que prometem trazer uma “cara nova” para o Estado.
Apesar dos anúncios de pré-candidatura, o cenário só será definido em 5 de agosto, prazo final para que os partidos apresentem seus candidatos, incluindo as chapas com governador e vice-governador.
O primeiro da lista é o governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos), que substituiu Mauro Mendes (União), que renunciou ao cargo para poder concorrer a uma vaga no Senado. Vice-governador desde 2019, Pivetta já foi prefeito de Lucas do Rio Verde por três vezes e tem conquistado apoio mesmo entre outros partidos, como o União Brasil e o PL.
Concorrente direto de Pivetta e com bons resultados nas últimas pesquisas, o senador Wellington Fagundes (PL) é outro que quer a vaga de governador. Com mais de 30 anos na política, Wellington tem enfrentado resistência dentro do próprio partido, com aliados que têm afirmado apoio a Pivetta nas eleições.
Outro pré-candidato com longa vida política é o também senador Jayme Campos (União), que foi prefeito de Várzea Grande por três vezes, está em seu segundo mandato no Senado, além de ter sido governador entre 1991 e 1994. Assim como Wellington, Jayme tem opositores dentro de seu partido, como Mauro Mendes, que defende Pivetta como seu sucessor.
Também tentará seu lugar ao sol o ex-prefeito de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá) e empresário Maurício Tonhá (DC). Fundador da Estância Bahia Leilões, ele tem afirmado contar com apoio de bolsonaristas “raiz”.
De família conhecida na política mato-grossense, a médica e empresária Natasha Slhessarenko (PSD) é filha da ex-senadora Serys Slhessarenko. Caso seu nome seja confirmado pelo partido, essa será sua primeira eleição, já que, em 2022, ela chegou a anunciar uma pré-candidatura ao Senado, mas acabou recuando.
A lista tem ainda novatos, como o empresário Alex Pucinelli (Democrata), o geólogo Caiubi Kuhn (PDT), o empresário Marcelo Maluf (Novo), o analista político Rafael Millas (Missão) e o presidente do Instituto Brasil Cooperado, Maurício Coelho (Mobiliza), o único que já anunciou o vice, que, no caso, é o médico Wagner Malheiros.


