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Com emendas limitadas para shows, Araújo diz que municípios podem perder fôlego econômico
Nickolly Vilela
O deputado estadual Paulo Araújo (Republicanos) afirmou que a decisão do governo de Mato Grosso de limitar o uso de emendas parlamentares para shows deve impactar diretamente os municípios, especialmente em um ano eleitoral, quando o debate político tende a intensificar disputas sobre a destinação de recursos.
A medida foi anunciada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que determinou que, a partir do próximo ano, apenas 10% das chamadas emendas livres — que correspondem a metade do total impositivo — poderão ser destinadas a festividades. O restante deve priorizar áreas consideradas essenciais, como a saúde.
Para Araújo, o cenário preocupa porque ocorre em meio a um ambiente político mais sensível, o que pode dificultar ainda mais o apoio financeiro a eventos culturais e turísticos.
“Todo e qualquer ação nesse momento que antecede o processo político contamina completamente a discussão em torno das emendas”, declarou o parlamentar.
Segundo ele, embora reconheça a necessidade de priorizar setores como a saúde, a restrição pode afetar a economia de cidades que dependem diretamente de eventos.
“Tem município que vive do turismo, vive de evento. Se não tiver fomento com recurso público, a gente vai ter dificuldade para gerar emprego e movimentar a economia”, afirmou.
O deputado defendeu a manutenção de investimentos no setor cultural e de eventos, argumentando que a atividade gera empregos e renda em diversas regiões do estado.
“Eu estou muito tranquilo para defender o segmento cultural e de eventos. É necessário para o desenvolvimento econômico e para a geração de emprego”, disse.
A discussão sobre o uso de recursos públicos para festividades não é recente em Mato Grosso. Em 2023, foi sancionada uma lei que estabeleceu limites para contratações artísticas com verba pública, fixando teto de R$ 600 mil por meio de parcerias e convênios, além de priorizar artistas regionais.


