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DISCURSO VAZIO DA ESQUERDA

Cattani vê com “estranheza” tentativa de alterar projeto sobre porte de armas para mulheres

Renato Ferreira

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) viu com estranheza o substitutivo apresentado pela deputada estadual em exercício Eliene Xunakalo (PT), que propõe mudanças em seu projeto de lei sobre o porte de armas para mulheres em situação de ameaça.

Segundo o parlamentar, a proposta original não tem como objetivo liberar armas de forma ampla, mas sim reconhecer a chamada “efetiva necessidade”, prevista no Estatuto do Desarmamento.

“O meu projeto não libera arma para mulher nenhuma. Ele só reconhece a efetiva necessidade, que já está na lei. Isso daria à mulher o direito de buscar o porte para se autodefender”, afirmou.

Cattani questionou a iniciativa de alteração do texto e disse considerar a mudança “estranha” diante do contexto de violência contra mulheres. Para ele, impedir o acesso a meios de defesa individual pode manter vítimas dependentes exclusivamente da atuação do Estado.

“Se uma mulher está mudando isso, no mínimo é estranho não permitir que outras mulheres possam se defender e depender de um Estado que é ineficiente e ineficaz. A prova está aí nos casos de feminicídio”, declarou.

O deputado também ampliou a crítica para o debate político sobre segurança das mulheres, afirmando que há uma diferença entre discurso e prática no enfrentamento da violência.

“Falam muito em defesa das mulheres, mas na hora de agir, muitas vezes são contra medidas mais duras contra agressores”, disse.

Ao comentar a eficácia de leis mais rigorosas, Cattani avaliou que o aumento de penas, por si só, não seria suficiente para conter crimes de feminicídio. “O problema do feminicídio é diferente. Em muitos casos, o agressor não tem histórico de violência. Ele comete o crime e depois se mata. Que lei vai intimidar esse tipo de situação?”, questionou.

O parlamentar também voltou a defender a autodefesa como alternativa diante da violência doméstica, citando sua experiência pessoal. “Se eu tivesse uma arma no momento do ataque, minha filha estaria viva hoje. Ela estava sozinha no sítio e foi assassinada com 34 facadas. Ela lutou muito”, relatou.

Cattani concluiu afirmando que mecanismos de proteção do Estado, como botão do pânico e medidas protetivas, não seriam suficientes para evitar mortes em casos extremos.
“Quando o Estado chega, muitas vezes já é tarde demais”, afirmou.

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