FOI VAIADO
Abilio diz que licença para show interrompido na Praça Popular custava R$ 48: “Cuiabá não é bagunça”
O prefeito de Abilio Brunini afirmou que a autorização necessária para regularizar o show surpresa da dupla Diego & Arnaldo, interrompido pela Prefeitura na noite de quarta-feira (13), custava apenas R$ 48. A declaração foi usada como principal argumento para defender a ação que encerrou a apresentação realizada no Bar Original, na Praça Popular, em Cuiabá.
“O que passou de boa mensagem é o seguinte: Cuiabá não é bagunça. Custa nada regularizar o processo. Sabe quanto é para tirar uma licença de evento? R$ 48”, declarou o prefeito.
O evento durou cerca de 40 minutos antes de ser interrompido. A Prefeitura alegou ausência de autorização para bloqueio de vias e irregularidades relacionadas à licença de funcionamento e à poluição sonora. A fiscalização foi acompanhada por equipes da Secretaria de Ordem Pública e da Secretaria de Mobilidade Urbana.
Durante a abordagem, Abilio acabou sendo vaiado por parte do público ao tentar anunciar o encerramento do evento. Depois, em tom irônico, comentou que chegou a ser chamado de “Alexandre de Moraes” enquanto fazia o comunicado.
Na entrevista, o prefeito afirmou que o show havia sido amplamente divulgado desde o dia anterior, tanto pelos artistas quanto por páginas de notícias e redes sociais, o que, segundo ele, descaracteriza qualquer ideia de apresentação improvisada.
“Os próprios artistas divulgaram o dia inteiro que estariam em Cuiabá. Tinha estrutura de show, divulgação, bloqueio de rua. A única coisa é que não notificaram a Prefeitura”, afirmou.
Abilio também rebateu críticas de que a medida teria sido excessiva e sustentou que a licença exigida não serve apenas como formalidade burocrática, mas como instrumento de segurança e organização urbana. Ele citou, inclusive, o histórico de ocorrências na Praça Popular para justificar a necessidade de controle em eventos do tipo.
“Se entra um cara bêbado naquela rua e resolve jogar o carro em cima das pessoas? A licença é justamente para garantir segurança, tranquilidade e também controle da poluição sonora”, disse.
O prefeito ainda afirmou que tentou conduzir a situação da forma “mais educada possível” e alegou que, se a ação fosse executada exclusivamente pela polícia, o encerramento poderia ter sido mais rigoroso.
“Eu fui lá avisar. Se fosse a polícia, iam tirar mesa, cadeira e dispersar todo mundo. Eu tentei conscientizar e acalmar”, declarou.
Abilio também negou qualquer motivação política na fiscalização e afirmou manter boa relação com o empresário Elson Ramos, proprietário do local onde ocorreu o show.
“O Elson é parceiro da Prefeitura, parceiro nosso em eventos. Tenho carinho e admiração pelo trabalho dele. Se ele tivesse me ligado, eu ajudava a resolver o problema”, afirmou.


