COBROU, RECONHECEU E PROMETEU
Presidente do Cuiabá admite limitações do time, promete reforços e defende responsabilidade financeira
Bebeto Dias
Após o empate de 0 a 0 entre Cuiabá e Novorizontino, na Arena Pantanal, o presidente Cristiano Dresch falou sobre o momento vivido pelo clube na Série B do Campeonato Brasileiro e admitiu as limitações do elenco auriverde.
O dirigente reconheceu as cobranças da torcida após mais uma atuação sem gols do Dourado e afirmou que entende a insatisfação nas arquibancadas.
— “O torcedor está chateado. Vieram hoje aqui, reclamaram bastante. Tem razão, o torcedor está certo. Se eu fosse torcedor do Cuiabá, estaria com a mesma postura.”
Cristiano destacou que o clube passou por uma reformulação profunda no elenco para a temporada e relacionou a dificuldade ofensiva ao processo de reconstrução da equipe.
— “Está faltando o gol. Criamos chances pra caramba e futebol se ganha com gol.”
Reforços na próxima janela
O presidente confirmou que o Cuiabá trabalha para contratar reforços na janela de transferências de julho e afirmou que o clube já mantém contatos no mercado.
Segundo ele, jogadores enxergam o Dourado como um destino atrativo, principalmente pela estabilidade financeira.
— “Todo mundo quer vir jogar no Cuiabá. O Cuiabá é uma camisa respeitada. Os jogadores sabem que, vindo pra cá, vão receber.”
Cristiano também citou a concorrência financeira com outros clubes brasileiros e alfinetou equipes que, segundo ele, prometem salários acima da realidade.
— “A gente perde na concorrência quando oferece 100 mil para um jogador e o Fortaleza vai lá e dá 200; o Sport vai lá e dá 250 — finge que dá, né?”
Defesa forte, ataque travado
Mesmo ocupando a parte de baixo da tabela, o Cuiabá possui atualmente uma das melhores defesas da Série B, com apenas quatro gols sofridos. Por outro lado, também tem um dos piores ataques da competição, com somente quatro gols marcados.
Cristiano afirmou que a evolução ofensiva passa pelo crescimento de atletas que ganharam espaço recentemente, como Mateus Santos e Yamil Asad, além da chegada de reforços.
“Não tem como fazer calote”
Ao comentar o planejamento financeiro do clube, o presidente reforçou a necessidade de responsabilidade na gestão da SAF do Cuiabá e voltou a citar outros clubes brasileiros.
— “SAF como o Cuiabá, que tem dono, que está no meu nome no contrato social, não tem como atrasar conta. Não tem como fazer esse calote que o Botafogo fez aí de 3 bilhões.”
O Cuiabá ocupa momentaneamente a 15ª colocação da Série B, com 10 pontos conquistados. O próximo compromisso será diante do Clube Náutico Capibaribe, na sexta-feira, no estádio dos Aflitos.


