domingo, 1 novembro, 2026

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JORNADA DE TRABALHO

Setores produtivos rejeitam redução para 36 horas e defendem negociação coletiva

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Representantes da indústria, comércio, transporte, agropecuária, saúde e educação defenderam, nesta segunda-feira (18), que qualquer redução da jornada de trabalho no Brasil seja discutida por meio de negociação coletiva e não por alteração direta na Constituição Federal.

O posicionamento foi apresentado durante audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, que debate propostas de emenda à Constituição que preveem a redução da carga horária semanal de 44 para 36 horas e o fim da escala 6×1.

Durante o encontro, representantes dos setores produtivos alertaram para possíveis impactos econômicos caso a mudança ocorra sem planejamento ou compensações relacionadas à produtividade.

O diretor da Confederação Nacional da Indústria, Alexandre Furlan, afirmou que uma redução sem corte salarial poderia elevar custos de produção e afetar diretamente os preços ao consumidor.

“A redução sustentável da jornada deveria ser consequência de ganhos de produtividade e não um ponto de partida”, declarou.

As PECs em discussão na Câmara propõem mudanças nas regras trabalhistas e vêm gerando debate entre empresários, trabalhadores e parlamentares sobre impactos econômicos, geração de empregos e qualidade de vida dos trabalhadores.

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