OPERAÇÃO STOP HATE
“Hoje sou eu, amanhã pode ser qualquer um”, diz Max sobre perseguição nas redes
Nickolly Vilela e Renato Ferreira
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou nesta quarta-feira (20) que os ataques virtuais investigados na Operação Stop Hate ultrapassaram o limite da crítica política e passaram a atingir a honra pessoal e familiar das vítimas.
Identificado pela Polícia Civil como um dos alvos dos perfis investigados, o parlamentar defendeu responsabilização judicial para casos de perseguição e difamação nas redes sociais.
“As redes sociais não são um território livre para você falar o que quiser de quem você quiser. Tem que existir responsabilidade”, declarou.
A operação, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), apura crimes de stalking, calúnia, difamação e injúria qualificada praticados contra autoridades públicas de Mato Grosso. Entre os alvos dos ataques, segundo a investigação, estão Max Russi e o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira.
Durante entrevista, o deputado afirmou que decidiu procurar a Justiça após se sentir alvo de uma campanha sistemática de ataques pessoais disseminados por perfis em redes sociais.
“Eu sou uma pessoa pública e estou sujeito a críticas. Crítica séria, responsável, faz parte. O que não pode é transformar isso em ataque pessoal, com inverdades, tentando destruir a imagem das pessoas”, disse.
Segundo a Polícia Civil, os perfis investigados publicavam acusações sem provas, conteúdos manipulados e materiais produzidos com inteligência artificial para expor agentes públicos de forma vexatória. Em um dos casos, um secretário municipal chegou a ser falsamente associado a um homicídio sem qualquer investigação formal.
Max afirmou que os ataques extrapolaram o campo político e atingiram familiares das vítimas.
“Todo mundo tem família, filhos, netos, uma história construída. Você não pode jogar a reputação de alguém no lixo simplesmente porque não gosta daquela pessoa”, afirmou.
Sem citar nomes, o presidente da ALMT também sugeriu que parte das publicações teria sido impulsionada por interesses políticos e financeiros.
“Quando existe ataque patrocinado, pago, com objetivo de prejudicar pessoas, a Justiça precisa agir”, declarou.
O parlamentar ainda relatou que tomou conhecimento de outros episódios envolvendo perseguições semelhantes atribuídas aos investigados, incluindo casos que teriam afetado integrantes das forças de segurança pública.
“Hoje sou eu. Amanhã pode ser qualquer um”, disse.


