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CONTRATOS SOB INVESTIGAÇÃO

Bussiki sai em defesa de Abílio e nega “pedalada” fiscal na Educação de Cuiabá

Thalyta Amaral e Renato Ferreira

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O secretário de Economia de Cuiabá, Marcelo Bussiki, saiu em defesa do prefeito Abílio Brunini (PL), que foi acusado pelo ex-secretário municipal de Educação Amauri Monge de dar uma “pedalada” fiscal com os recursos da Educação. A pasta está sob investigação da própria prefeitura, justamente por desvios em contratos que, somados, totalizam R$ 80 milhões.

“Pedalada” fiscal é uma manobra contábil usada por gestores para “maquiar” as contas públicas, adiando pagamentos ou escondendo despesas temporariamente para que o resultado fiscal pareça melhor. Na prática, o gestor atrasa o pagamento de uma despesa para que ela não apareça nas contas de um determinado período, dando a impressão de que o déficit é menor ou de que há mais dinheiro disponível em caixa.

“Pedalada é quando você omite informações no balanço. Um exemplo claro disso: a gestão anterior deixou de empenhar quase R$ 400 milhões. Isso é pedalada, é uma omissão da despesa no balanço, que aí você acaba maquiando, ele acaba não refletindo a realidade. Isso se chama pedalada, isso não ocorreu”, argumentou Bussiki.

O secretário explicou ainda que o que ocorreu foram restos a pagar, ou seja, despesas que foram declaradas, mas que apenas não foram pagas no ano em exercício por falta de tempo.

“Restos a pagar ocorrem em toda e qualquer prefeitura, em todo e qualquer governo de Estado, inclusive na educação. Em 2022, 2023 e 2024 ocorreram restos a pagar, e isso é corriqueiro de uma gestão pública. O secretário Amauri acabou confundindo os termos e usou indevidamente a questão de pedalada, quando foram restos a pagar”, esclareceu.

O secretário de Economia reforçou também que, apesar das acusações de Amauri, o responsável pela Educação era ele, ou seja, quem liberou a contratação e os pagamentos de R$ 80 milhões foi Amauri.

“A ordenação da despesa, assinatura de contratos da pasta, qualquer tipo de aquisição, solicitação de demanda, é toda feita pela Secretaria de Educação. Então foi o secretário Amauri que fez a solicitação, assinou os contratos, foram empenhados, tudo devidamente registrado, diferente do que ele falou a respeito de uma possível pedalada”, enfatizou.

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