Em Mato Grosso, de cada 10 produtores rurais, um acumula dívidas não pagas, de acordo com levantamento divulgado pela Serasa Experian na última semana, com dados do último trimestre de 2025. O índice considera os débitos vencidos há mais de 180 dias.
Entram nessa conta dívidas como cheques sem fundos, ações judiciais que estão vencidas, empréstimos e até financiamentos em atraso com valor maior que R$ 1 mil. No país, estão no “vermelho” 8,2% dos produtores rurais.
“A taxa de inadimplência é calculada a partir da definição daquilo que se considera descumprimento de obrigações. Essa definição de ‘mau pagador’ costuma diferir em cada negócio e tipo de empresa. Entre as pessoas físicas da população rural, consideramos inadimplentes aquelas que possuem descumprimentos com somas de dívidas maiores do que R$ 1.000”, diz trecho do boletim da Serasa Experian.
Segundo a Serasa Experian, a taxa de inadimplência no agro em Mato Grosso é de 10,8%, percentual maior do que o de estados como Goiás (9,1%), Mato Grosso do Sul (8,2%), Minas Gerais (6,9%), São Paulo (6,8%) e Rio Grande do Sul (5,3%).
No estado, a taxa de inadimplência é maior entre os grandes proprietários, chegando a 13,2%, e menor entre os pequenos proprietários, com 10%. Já os médios produtores endividados chegam a 11,2%.
“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, explica o head de agronegócio da Serasa Experian, Marcelo Pimenta.














