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PREOCUPAÇÃO

Frustração de receita de R$ 500 milhões trava investimentos e impacta serviços, diz Bussiki

Muvuca Popular

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A Prefeitura de Cuiabá deixou de arrecadar cerca de R$ 500 milhões em 2025, valor que tem impactado diretamente a capacidade de investimento do município em áreas como infraestrutura, manutenção urbana e execução de obras. A informação foi divulgada pelo secretário municipal de Fazenda, Marcelo Bussiki, ao comentar os desafios financeiros enfrentados pela administração da Capital.

Segundo o secretário, a frustração de receita afeta desde serviços básicos de zeladoria até grandes intervenções estruturais. O tema ganhou destaque após a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, afirmar que a baixa arrecadação tem dificultado investimentos no município vizinho.

“Essa ausência de recursos impacta nos investimentos da cidade, no tapa-buraco e em todo e qualquer tipo de infraestrutura. Em 2025, a frustração de receita chegou a aproximadamente R$ 500 milhões”, afirmou Bussiki.

O secretário explicou que a inadimplência do IPTU segue elevada, ultrapassando 30%, embora a arrecadação do tributo esteja cerca de 17% acima do registrado no mesmo período do ano passado. Ainda assim, o desempenho não é suficiente para compensar outras perdas de receita enfrentadas pelo município.

Entre elas, Bussiki destacou a redução nos repasses de ICMS decorrente da mudança nos critérios de distribuição aprovados em 2022. Segundo ele, a retirada do fator populacional prejudicou os maiores municípios do Estado, como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.

“Apenas em relação ao ICMS, deixamos de receber cerca de R$ 100 milhões neste ano. As grandes cidades perderam participação com a mudança da regra de distribuição”, explicou.

O secretário também relacionou a necessidade de contratação de empréstimos à baixa capacidade de investimento da Prefeitura. Segundo ele, além da queda na arrecadação, a atual gestão herdou uma dívida superior a R$ 1 bilhão com fornecedores e compromissos assumidos nos anos anteriores.

De acordo com Bussiki, somente em 2025 foram desembolsados mais de R$ 470 milhões para pagamento de dívidas deixadas pela gestão Emanuel Pinheiro. Caso esses recursos estivessem disponíveis, poderiam ter sido aplicados em obras e melhorias para a população.

“A Prefeitura só busca financiamento porque não tem capacidade de investimento. Se não houvesse esse passivo, parte significativa desses recursos poderia estar sendo investida diretamente na cidade”, afirmou.

Para enfrentar o problema, a administração municipal iniciou um programa de reestruturação fiscal e renegociação de débitos com fornecedores. A expectativa é reduzir gradativamente o estoque da dívida ao longo dos próximos anos e recuperar a capacidade de investimento do município.

Apesar do cenário desafiador, Bussiki afirmou que as contas seguem sob controle e que eventuais quedas de arrecadação estão sendo enfrentadas por meio de medidas de contingenciamento e ajuste fiscal.

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