ELEIÇÃO EM 1º DE OUTUBRO
Maysa apresenta projeto para definir presidência da Câmara de Cuiabá antes das eleições
Renato Ferreira
A vereadora Maysa Leão (Republicanos) apresentou nesta segunda-feira (22) um projeto de resolução para alterar a data da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá. A proposta muda o Regimento Interno da Casa e estabelece que a escolha do comando do Legislativo seja realizada no dia 1º de outubro, deixando de ocorrer em agosto.
O projeto entra em disputa com outra proposta já apresentada pelo vereador Mário Nadaf (PV), que também pretende modificar o calendário eleitoral interno da Câmara. No entanto, o texto de Nadaf prevê que a eleição ocorra no dia 5 de novembro.
Apesar de ambos os projetos buscarem adequar o Regimento Interno após recentes entendimentos do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre eleições antecipadas de Mesas Diretoras, as datas propostas criam cenários políticos diferentes nos bastidores do Legislativo cuiabano.
A principal diferença está relacionada às eleições gerais deste ano, marcadas para o dia 4 de outubro. Pela proposta de Maysa, os vereadores escolheriam a próxima Mesa Diretora antes das urnas, enquanto o projeto de Nadaf deixaria a definição para depois do processo eleitoral, quando o cenário político já estaria desenhado.
A diferença de pouco mais de um mês entre as datas pode ter impacto direto nas articulações internas. Com a eleição da Mesa após o pleito geral, projetos políticos futuros, alianças e o resultado das urnas poderiam influenciar nas conversas e na definição dos votos dos parlamentares.
Na justificativa, Maysa afirma que a mudança busca dar maior previsibilidade e estabilidade ao processo de sucessão da Mesa Diretora. Segundo ela, a realização da eleição em 1º de outubro permitiria uma transição mais organizada e garantiria tempo para planejamento das atividades do biênio seguinte.
“A alteração proposta busca conferir maior previsibilidade e estabilidade institucional ao processo de sucessão da Mesa Diretora, permitindo que a composição eleita seja definida em momento oportuno e compatível com a relevância das funções que exercerá no biênio subsequente”, diz trecho da justificativa.
Já Nadaf argumenta em sua proposta que a mudança para novembro busca “fortalecer a legitimidade política” da eleição interna e evitar que disputas externas ou interesses momentâneos interfiram na escolha da direção do Legislativo.
A movimentação ocorre após decisão do ministro Dias Toffoli, do STF, que derrubou a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande por entender que o pleito foi realizado fora de parâmetros considerados razoáveis pela Corte.
Atualmente, a disputa pelo comando da Câmara de Cuiabá já movimenta os bastidores. A presidente da Casa, vereadora Paula Calil (PL), busca apoio para alterar o regimento e conseguir disputar a reeleição, precisando do apoio de 18 vereadores. Outros nomes também se articulam, como os vereadores Ilde Taques (Podemos) e Dilemário Alencar (União Brasil), que aparecem no cenário como possíveis alternativas para a próxima composição da Mesa Diretora.


