TRANQUILIDADE
Mauro descarta pressão: “são 50 convencionais que vão definir candidato do União”
Do local: Renato Ferreira
Em meio ao avanço da pré-campanha de Jayme ao Palácio Paiaguás, ex-governador Mauro Mendes (União) reforçou que o destino do União Brasil na disputa majoritária deste ano será decidido por 50 convencionais da legenda, e não por projetos pessoais ou pressões de bastidor.
Presidente estadual do partido, o ex-gestor reiterou que o congressista ou qualquer outro membro da agremiação tem o direito de trabalha o nome para a disputa, mas frisa que a decisão final caberá aos dirigentes partidários.
“Qualquer membro do partido pode pleitear a vaga de senador. Qualquer membro do partido pode pleitear a vaga de deputado federal, deputado estadual, de governador, de qualquer cargo. As convenções serão realizadas dentro do período do dia 20 de julho até o dia 5 de agosto, cabe a mim como presidente do União Brasil marcar esta data, cabe ao PP marcar a sua, depois marcarmos a reunião da União Progressista e tomar as decisões, quem serão os candidatos a governador, a senador, deputado federal e deputados estaduais”, afirmou.
Na sequência, Mauro reconheceu a legitimidade da movimentação de Jayme, mas deixou claro que a pré-campanha do senador não significa favoritismo nem definição antecipada dentro do partido.
“E ele está fazendo a campanha dele, é legítimo que faça, qualquer um pode fazer. Então, não tem nada de anormal em ele continuar fazendo o trabalho dele, assim como eu vou fazer o meu e outros farão os seus. E a decisão será da convenção. São 50 convencionais que vão decidir os destinos do União Brasil. Não é Mauro Mendes e nem muito menos A, B ou C”, disparou.
Mendes também voltou a descartar qualquer possibilidade de uma pré-convenção como instrumento para antecipar a definição das candidaturas majoritárias dentro do grupo. Segundo ele, esse mecanismo simplesmente não existe nas normas internas da legenda e, por isso, não há espaço para sua criação por vontade política.
“Não existe esse instrumento na regra partidária. Eu não tenho poder e ninguém aqui tem para criar uma regra partidária que não existe nos estatutos do partido. Ponto final”, afirmou.
Com relação a data da convenção, o ex-governador afirma que deve ocorrer nos primeiros dias de agosto. “A convenção da União, já conversei com algumas pessoas, nos próximos dias vamos definir a data, para que não haja dúvida, mas provavelmente vai ser ali nos primeiros dias de agosto. Não está definido ainda, mas nós vamos dialogar com os partidos e vamos tomar essa decisão até as convenções”, finalizou.


