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PRÉ-CAMPANHA

Pivetta chama Wellington de “desprezível” e diz que slogan de sua campanha deveria ser “paralisia”

Do Local Renato Ferreira

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) elevou o tom contra o senador Wellington Fagundes (PL) nesta quinta-feira (25) e classificou o parlamentar como “desprezível”, ao reagir às críticas sobre o projeto que autoriza o Estado a contratar um empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal. O gestor estadual ainda afirmou que o slogan da eventual campanha ao governo do Estado do congressista deveria ser “paralisia”.

Provocado sobre um vídeo publicado pelo senador, no qual o parlamentar classificou como “lambança” a proposta do governo, Pivetta respondeu em tom contundente.
“Esse senhor é desprezível. Ele nunca teve uma experiência de fazer gestão. Sequer de orçamento doméstico, né? Nós conhecemos ele na política, como deputado, e veio até aqui, nessa profissão. A vida pública, para mim, é servir. No caso dele, tem muito mais coisa que todo mundo sabe. A história dele é cabulosa”, disparou.
Na sequência, o governador saiu em defesa do financiamento e afirmou que a operação financeira é resultado da saúde fiscal construída pelo Estado ao longo dos últimos anos.
“Eu quero explicar que nós mandamos o projeto de um bilhão e meio para fazer 60 mil casas, porque é a prioridade número um hoje no estado de Mato Grosso. Habitação para quem ainda não tem. E eu explico por que nós mandamos. Porque nós temos crédito. Sabe por que nós temos crédito? Porque nós fizemos as reformas e o dever de casa para o estado ficar superavitário. Antes de fazer tudo isso, nós baixamos todas as alíquotas de imposto no estado de Mato Grosso. Todas. E eliminamos alguns. A nossa dívida hoje é negativa. Portanto, nós podemos fazer dívida. E, aliás, só estamos tendo esse crédito porque nós podemos fazer dívida. E é saudável, inclusive, para o Estado”, afirmou.
Pivetta explicou que o financiamento permitirá manter o ritmo das obras de infraestrutura após a extinção do Fethab 2, prevista para janeiro de 2027, ao mesmo tempo em que viabiliza o programa habitacional.
“Como nós estamos na iminência de perder o Fethab 2, nós estamos garantindo esse recurso no orçamento com custo baixo, que é para a infraestrutura. É uma linha de crédito para a infraestrutura, por isso tem um custo menor. E nós vamos deslocar o recurso do Fethab para as 60 mil casas. Isso é governar. Governar é criar alternativa. É pensar em solução mais barata. É fazer bons negócios para a sociedade. Coisa que ele não sabe fazer”, completou.
As declarações foram dadas após Wellington Fagundes questionar a necessidade da contratação do empréstimo. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o senador afirmou que o governo precisa explicar o destino dos recursos que já estavam disponíveis para habitação.
“Se o dinheiro que deveria ajudar famílias a conquistarem a casa própria foi usado em outra finalidade, quem vai pagar essa conta? Agora querem contratar mais R$ 1,5 bilhão em empréstimos. E empréstimo não é dinheiro grátis. Tem juros. Tem responsabilidade. Tem impacto no futuro do nosso estado. Não sou contra obras. Sou a favor de transparência, prioridade e respeito com o dinheiro do cidadão. Mato Grosso precisa saber: o que foi feito com os recursos que já existiam?”, declarou.
O projeto encaminhado pelo Executivo ainda depende de aprovação da Assembleia Legislativa. A proposta prevê a contratação de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal para garantir a continuidade dos investimentos em infraestrutura, liberando recursos do Fethab para financiar a construção de 60 mil moradias populares. O governo argumenta que a operação não compromete as contas públicas devido ao superávit fiscal e à capacidade de endividamento do Estado. A expectativa do Executivo é que a matéria seja votada em regime de urgência antes do início das restrições impostas pelo calendário eleitoral.

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