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NOVELA SEM FIM

Gisela admite favoritismo de Jayme no União, mas frisa que palavra final será da cúpula nacional

Muvuca Popular

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A suplente de deputada federal Gisela Simona (União Brasil) admitiu que o senador Jayme Campos deve sair vencedor da disputa interna do partido pela candidatura ao Governo de Mato Grosso, mas ponderou que isso não garante sua indicação como candidato da Federação União Progressista. Segundo ela, a decisão final caberá à comissão criada pela direção nacional da federação, caso União Brasil e Progressistas mantenham posições divergentes.

A declaração ocorre em meio ao impasse entre as duas siglas que compõem a federação. Enquanto o Progressistas já deixou claro o apoio à pré-candidatura do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), o União Brasil caminha para confirmar Jayme Campos como seu nome na convenção estadual.

Para Gisela, o cenário mais provável é que Jayme vença a disputa interna no União, mas isso não encerra a discussão.

“A gente viu a declaração pública aí do PP que vai apoiar o nome do Otaviano Pivetta para governador. Então, ainda que o União Brasil decida pelo nome do Jayme, o que é muito provável que aconteça, quem vai definir, de acordo com o estatuto, é aquela comissão já anunciada pela nacional. Essa comissão vai acabar dando o nome final de quem vai ser o candidato a governador pela Federação União Progressista”, afirmou nesta terça-feira (30).

Ela explicou que a atuação da direção nacional já ocorreu com a criação da comissão responsável por solucionar eventuais conflitos entre os partidos da federação.

“A única interferência que poderia ter seria se a nacional mudasse os membros dessa comissão. Mas fora isso, a intervenção da nacional já aconteceu quando criou essa comissão da Federação União Progressista para decidir qualquer divergência que possa haver aqui em termos de escolha de majoritária ou de nomes para Senado Federal e Estadual. O estatuto diz que, se houver posicionamentos diferentes entre os partidos, cabe à nacional decidir”, declarou.

Questionada sobre a possibilidade de a comissão contrariar uma eventual decisão da convenção do União Brasil, Gisela evitou prever um confronto entre as instâncias, mas reforçou que o estatuto da federação prevalece.

“Se o Jayme ganhar dentro do União, é o Jayme. Mas é isso, nós estamos dentro de uma federação e essa escolha da federação não foi nossa. A nacional é que tem esse poder. O nosso limite é aprovar e levar isso dentro da convenção. Acredito que a força do Jayme vai ser manifestada ali dentro da convenção”, disse.

Apesar do risco de um novo racha político, semelhante ao ocorrido nas eleições municipais de Cuiabá em 2024, Gisela afirmou acreditar que ainda há espaço para uma composição antes da convenção.

“Quando a gente está unido, a chance de vitória é muito maior. Quando há divisão dentro do próprio grupo, a gente acaba seguindo enfraquecido, e isso não é bom para ninguém. É por isso que eu acredito que há uma possibilidade de ter um acordo antes da convenção, exatamente pensando nessa necessidade de unir as forças e não acontecer o que já aconteceu na eleição municipal de Cuiabá”, avaliou.

Ela também revelou que lideranças da base governista trabalham nos bastidores para construir esse entendimento.

“Tem pessoas que não são nem o Jayme, nem o Mauro que estão tentando fazer essa força unir. Nós temos o Cidinho, o Dilmar Dal’Bosco e o próprio Otaviano Pivetta tentando conversar com todo mundo nesse sentido de buscar o consenso”, concluiu.

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