DIA 7 DE JULHO
Júri de filho de ex-governador por assassinato de casal ocorrerá sob segredo de Justiça
Patrícia Neves
A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, determinou que apenas pessoas diretamente ligadas ao processo poderão acompanhar o julgamento do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado de assassinar a ex-namorada, Thays Machado, e o então companheiro dela, Willian César Moreno.
O Tribunal do Júri está marcado para a próxima segunda-feira (7), às 9h, no Plenário do Fórum da Comarca de Cuiabá. A decisão atende a um pedido da defesa e leva em consideração o fato de o processo tramitar sob segredo de justiça.
Com a medida, o acesso ao plenário será restrito às partes envolvidas no processo, representantes do Ministério Público, advogados, jurados e demais pessoas autorizadas pela magistrada. A imprensa não poderá acompanhar a sessão presencialmente.
Segundo a determinação judicial, as informações oficiais sobre o andamento do julgamento serão divulgadas pela assessoria do gabinete da juíza e repassadas aos veículos de comunicação pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Para evitar transtornos e garantir a rotina de funcionamento do Fórum, também foi autorizada apenas a captação de imagens da fachada externa do prédio.
Carlos Alberto Gomes Bezerra responde por duplo homicídio qualificado e feminicídio. Conforme a denúncia, ele matou a tiros Thays Machado, de 44 anos, e Willian César Moreno, de 30 anos, no dia 18 de janeiro de 2023, em frente ao Edifício Solar Monet, no bairro Consil, em Cuiabá.
De acordo com as investigações, o casal havia acabado de deixar um veículo na garagem do condomínio e aguardava um carro por aplicativo quando foi surpreendido pelo empresário, que chegou ao local em um Renault Kwid e efetuou diversos disparos. As vítimas morreram ainda no local.
Em maio de 2023, o réu foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas, meio cruel, perigo comum e feminicídio.


