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DECISÃO NO DIA 30

Júlio avalia racha, mas diz que candidatura de Jayme é essencial para evitar encolhimento da bancada

Muvuca Popular

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O deputado estadual Júlio Campos admitiu que a definição da candidatura própria do União Brasil ao Governo de Mato Grosso poderá provocar um racha interno na legenda, mas afirmou que o partido não pode abrir mão da pré-candidatura do senador Jayme Campos. Segundo ele, manter um nome próprio na disputa é fundamental para preservar a força da sigla nas eleições proporcionais e evitar a redução das bancadas estadual e federal.

As declarações foram feitas ao comentar a convenção estadual marcada para 30 de julho, quando os convencionais decidirão se o partido lançará candidatura própria ao Palácio Paiaguás ou apoiará o vice-governador Otaviano Pivetta, do Republicanos. Atualmente, Jayme Campos mantém a pré-candidatura ao governo, enquanto o presidente estadual do União Brasil, o governador Mauro Mendes, defende apoio a Pivetta.

Júlio informou que a data da convenção foi antecipada de 4 de agosto para 30 de julho após entendimento entre Mauro Mendes e Jayme Campos. O encontro ocorrerá das 15h às 18h e definirá os candidatos do partido ao Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.

O parlamentar afirmou acreditar que a maioria dos cerca de 50 convencionais votará pela candidatura própria. Segundo ele, aproximadamente 35 votos devem ser favoráveis ao nome de Jayme Campos.

Na avaliação de Júlio, a presença de um candidato ao governo é decisiva para o desempenho eleitoral do União Brasil. Ele afirmou que, sem uma candidatura própria, a legenda corre o risco de reduzir significativamente sua representação.

“Precisamos da candidatura própria para continuarmos tendo de três a quatro deputados estaduais. Caso contrário, nossa bancada poderá ser reduzida para, no máximo, dois parlamentares. Na Câmara Federal acontece a mesma situação. Com candidatura própria podemos eleger de dois a três deputados. Sem ela, corremos o risco de fazer apenas um.

Ao comentar a possibilidade de um racha no União Brasil, Júlio Campos afirmou que a decisão da convenção ainda precisará ser submetida à federação formada com o Progressistas (PP). Segundo ele, conversas com lideranças da sigla, entre elas o presidente estadual Nilson Leitão, indicam que o PP deverá respeitar a decisão tomada pelos convencionais, caso o União Brasil opte por lançar candidatura própria ao Governo do Estado.

O deputado reconheceu, no entanto, que poderá haver dissidências dentro do partido. Segundo ele, integrantes que preferirem apoiar o pré-candidato do Republicanos, Otaviano Pivetta, terão liberdade para fazê-lo. Júlio argumentou que esse tipo de divisão é comum no processo eleitoral e citou como exemplo o PL, onde, segundo ele, também há lideranças que não acompanham integralmente a pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao governo.

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