CORRIDA PELA MESA
“Deixem os 27 vereadores decidirem”, diz Dilemário sobre eleição da Mesa Diretora
Do local: Renato Ferreira
O vereador Dilemário Alencar (União) afirmou nesta quinta-feira (16) que a disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá deve ser definida apenas nos dias que antecedem a votação da Mesa Diretora e defendeu que a escolha fique exclusivamente nas mãos dos vereadores. A eleição para o biênio 2027/2028 deve ocorrer em 6 de outubro.
Segundo Dilemário, ele e a vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) haviam firmado um acordo para apoiar a atual presidente da Câmara, Paula Calil (PL), caso ela conseguisse, até o dia 16 de julho, aprovar a alteração do Regimento Interno que permitiria sua candidatura à reeleição.
“Existia um entendimento de que, caso a vereadora Paula alcançasse os 18 votos necessários para mudar o Regimento, eu e a vereadora Baixinha Giraldelli (apoiaríamos a candidatura dela à reeleição”, explicou.
O parlamentar afirmou, no entanto, que uma decisão judicial retirou de pauta o projeto de autoria do vereador Marcos Brito (PV), impedindo a votação da proposta dentro do prazo acordado.
“Com essa decisão judicial não tem como fazer essa votação. Como o prazo era o dia 16 de julho, eu recoloco a minha candidatura à presidência da Câmara Municipal de Cuiabá”, declarou.
Com isso, Dilemário afirmou que a disputa passa a contar com três candidatos: ele, o vereador Ilde Taques (PSB) e Paula Calil (PL), que continua buscando viabilizar a mudança no Regimento Interno para disputar a recondução ao cargo.
Questionado sobre uma possível composição com o grupo de Ilde Taques, o vereador afirmou que ainda é cedo para qualquer definição e que a eleição será decidida apenas na reta final.
“Essa eleição será decidida na última semana. Já participei de oito eleições de Mesa Diretora e todas foram definidas praticamente na véspera. Acho que agora vai acontecer a mesma coisa”, avaliou.
Dilemário disse que seguirá conversando com os parlamentares para ampliar sua base de apoio.
“Com dois votos ninguém ganha eleição. Eu preciso conquistar mais 12 votos. Vou conversar com cada vereador, apresentar minhas propostas e construir esse apoio”, afirmou.
O vereador também voltou a defender que a eleição seja conduzida exclusivamente pelos parlamentares, sem influência externa.
“Deixem os 27 vereadores decidirem essa eleição. Não tem que haver interferência de A, de B ou de C. Essa situação está desgastando a imagem da Câmara Municipal”, concluiu.


