CONSCIENTIZAÇÃO
Pivetta classifica bets como “epidemia” e defende campanha nas escolas contra jogos de aposta
Muvuca Popular
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou o avanço das apostas esportivas on-line como um dos maiores problemas sociais enfrentados pelo Brasil na atualidade e defendeu uma ofensiva de conscientização para frear o crescimento das chamadas bets. Para ele, o tema deve ser tratado como uma “epidemia” e combatido com campanhas educativas e ações dentro das escolas.
Durante entrevista nesta sexta-feira (17), Pivetta afirmou que passou a refletir sobre o impacto das apostas após acompanhar as transmissões da Copa do Mundo de Clubes e criticou a associação entre plataformas de jogos e influenciadores digitais.
“Esse é um assunto que se tornou talvez o maior transtorno da atualidade, o maior transtorno popular que o Brasil vive nesse momento”, afirmou.
O governador contou que deixou de assistir às transmissões feitas pelo influenciador Casimiro Miguel após saber que ele participa da divulgação de empresas de apostas.
“Soube que o Cazé é um dos maiores promotores dessas jogatinas. Aí eu não assisti mais o jogo. É lamentável. Usam atores e pessoas que a juventude tem como ídolos. A tragédia fica ainda maior quando é requintada com todos esses detalhes”, declarou.
Na avaliação de Pivetta, a resposta ao crescimento das apostas não deve se limitar à restrição da publicidade em espaços públicos. Segundo ele, é necessário promover campanhas permanentes de conscientização, nos moldes das realizadas ao longo dos anos contra o tabagismo.
“Não basta só proibir propaganda. Nós precisamos fazer propaganda contra. Foi assim que diminuímos o tabagismo. Precisamos alertar as pessoas sobre os malefícios desse sistema de captura”, disse.
Além das campanhas publicitárias, o governador defendeu a inclusão do tema nas redes municipal e estadual de ensino. Para ele, a prevenção deve começar dentro das salas de aula.
“Nós precisamos levar imediatamente para as escolas um programa de esclarecimento sobre o mal que esse sistema está fazendo ao nosso povo. Precisamos tratar esse assunto como uma epidemia, uma grande pandemia”, concluiu.


