DEMILSON X AVALLONE
Paula Calil defende Procuradoria da Câmara de Cuiabá em “guerra” de CPIs
Thalyta Amaral e Renato Ferreira
A presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), saiu em defesa da Procuradoria da Casa, que precisou escolher entre duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e acabou optando pela proposta do vereador Demilson Nogueira (PP) em vez da de Maria Avallone (PSDB).
“Lamentável você não ter estratégia e conhecimento do regimento interno e colocar em xeque o trabalho de uma Procuradoria. O doutor Eustáquio [Neto] tem um amplo currículo, um advogado que trabalha muito bem como procurador-geral na Câmara Municipal de Cuiabá. Temos mais os procuradores, que são servidores efetivos da Câmara, e assinam em conjunto”, argumentou Paula.
A polêmica ocorreu porque Avallone protocolou a reabertura de sua CPI para investigar o assédio sexual do ex-secretário William Leite e, horas depois, Demilson pediu novamente a abertura da CPI dos Livros Didáticos, para investigar o rombo de R$ 80 milhões.
Na análise dos dois pedidos, a Procuradoria entendeu que o pedido da vereadora ocorreu quando ainda não havia vaga para a instalação de uma nova CPI, o que só ocorreu após o encerramento do prazo da CPI da Educação, dando a vaga para Demilson.
“Quando a vereadora Maria Avallone protocolou o desarquivamento (…) naquele dia estávamos ainda tramitando cinco CPIs, mas ela protocolou com a notícia que houve através dos veículos que a CPI da CS Mobi havia sido suspensa. Então ela está suspensa, mas ela está tramitando”, explicou Paula.
“A CPI do vereador Eduardo Magalhães, o prazo dela finalizava à meia-noite daquela data. O vereador Demilson, por entendimento dele, protocolou uma nova CPI para receber as assinaturas e, no dia seguinte, ela foi protocolizada na Secretaria de Apoio Legislativo”, enfatizou ainda a presidente da Câmara.
Calil defendeu ainda que tudo foi feito dentro da legalidade. “Então a Câmara segue, dentro do regimento interno dessa Casa, todos os trâmites, com muita imparcialidade e dentro da legalidade. Nós não podemos desmerecer, descredibilizar um trabalho da nossa Procuradoria. Ela atua de forma imparcial, dentro da legalidade, com muita transparência e responsabilidade”.


