CASO THAYS MACHADO
Rui Ramos relatará pedido para afastar juíza no caso do filho de ex-governador
MUVUCA POPULAR
O desembargador Rui Ramos Ribeiro, presidente da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), será o responsável por decidir o pedido de suspeição apresentado pela defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, filho do ex-deputado federal e ex-governador Carlos Bezerra. Segundo o advogado Elson Marcelino da Silva Júnior, a medida busca garantir a imparcialidade do julgamento e pode até resultar na suspensão do Tribunal do Júri.
O recurso busca afastar a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, da condução do processo que apura o duplo homicídio ocorrido em janeiro de 2023. A Câmara também era composta pelo desembargador Sergio Valério, mas ele se aposentou nesta segunda-feira (27), ao completar 75 anos, que é a data limite para as atividades no Poder Judiciário.
A definição ocorre após uma sequência de tentativas da defesa de adiar o andamento da ação penal. Ao todo, foram protocolados quatro pedidos de adiamento, sendo que um deles chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas foi rejeitado. Na última sessão, realizada em 23 de julho, os advogados desistiram de participar do julgamento. Na sequência, novo julgamento foi agendado para o dia 31 de julho.
O processo só poderá seguir para o Tribunal do Júri após o trânsito em julgado da decisão sobre o pedido de suspeição da magistrada.
Carlos Alberto Gomes Bezerra responde por homicídio qualificado contra Willian César Moreno e por feminicídio qualificado contra sua ex-companheira, Thays Machado.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu em 18 de janeiro de 2023, em via pública, em Cuiabá. Conforme as investigações, o acusado efetuou diversos disparos de arma de fogo contra as vítimas e foi preso no mesmo dia.
O MPMT sustenta que o crime foi motivado pela inconformidade do réu com o fim do relacionamento com Thays Machado. A denúncia aponta as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel, perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas. No caso de Thays, também foi imputada a qualificadora de feminicídio.



