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COSTURAS A TODO VAPOR

Convenções se aproximam sem definição dos vices de Pivetta e Wellington; Podemos é peça-chave

Patrícia Neves e Renato Ferreira

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O dia 3 de agosto é  marcado por intensa movimentação política em Mato Grosso, mas ainda sem resposta para duas das principais dúvidas das eleições de 2026: quem ocupará a vaga de vice nas chapas de Otaviano Pivetta (Republicanos) e Wellington Fagundes (PL).

Nos bastidores, o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) é cotado para compor a chapa de Pivetta. Já o empresário Marcelo Maluf, do Partido Novo, aparece entre os nomes avaliados para ser vice de Wellington. Apesar das especulações e das conversas entre as legendas, nenhuma das duas indicações havia sido confirmada oficialmente até o momento.

Nesse tabuleiro, o Podemos, presidido em Mato Grosso pelo deputado Max Russi, tornou-se uma das peças mais disputadas. Posteriormente ao anúncio do apoio da deputada estadual Janaina Riva, presidente do MDB em Mato Grosso e pré-candidata ao Senado, ao projeto do PL, Max passou a ser citado como alternativa ao Governo do Estado.

O presidente da Assembleia Legislativa, porém, descartou a candidatura. Ele afirmou que um projeto dessa magnitude não pode ser decidido durante um fim de semana e que não pretende entrar em uma disputa “aos 45 minutos do segundo tempo”, sem grupo estruturado e sem entendimento com os companheiros de partido.

Mesmo com Max fora da corrida ao Palácio Paiaguás, o Podemos ainda pode conquistar espaço na chapa majoritária. Entre as possibilidades discutidas estão as indicações da vereadora Katiuscia Mantelli, de Cuiabá, ou da vereadora Kallynka Meirelles, de Rondonópolis, além do empresário cuiabano Elson Ramos, para ocupar a vaga de vice de Pivetta.

As respostas deverão surgir até quarta-feira (5), prazo final para a realização das convenções partidárias. Além das vagas de vice, ainda precisam ser definidos os espaços nas chapas ao Senado, as suplências e a participação das legendas nas coligações.

Outro ponto de tensão envolve possíveis dissidências no União Brasil. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, e o prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, estão entre as lideranças que poderão sofrer punições caso contrariem a orientação oficial da legenda.

A direção partidária já avisou que não pretende tolerar dissidências após a convenção do União Brasil aprovar o apoio à candidatura de Pivetta.

Nesta terça-feira (4), três convenções concentram as atenções. O Podemos inicia seu encontro às 8h. O MDB, presidido pela deputada estadual Janaina Riva, que trabalha para viabilizar sua candidatura ao Senado, realiza a convenção a partir das 17h. Já o Republicanos reúne seus filiados às 18h, quando deverá oficializar a candidatura de Pivetta e avançar na definição da chapa.

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