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DESACELERAÇÃO

Custo da construção em MT sobe em julho, mesmo com queda do aço

Muvuca Popular

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O custo da construção em Mato Grosso registrou alta de 0,92% em julho, com o metro quadrado a R$ 3.229,54 para projetos residenciais de padrão normal (R-8), segundo dados do Sinduscon-MT. Apesar da alta, o avanço representa uma desaceleração em relação a junho, quando o Custo Unitário Básico (CUB/m²) havia subido 1,63%.

O CUB é utilizado como referência para acompanhar a evolução dos custos da construção civil. Com o resultado de julho, o indicador mantém a trajetória de alta observada no mês anterior, mas em ritmo menor.

Entre os principais insumos, o aço CA-50, um dos materiais utilizados na estrutura das obras, continuou apresentando queda. O preço recuou 0,18% em julho e acumula redução de 14,22% em 2026 e de 15,47% nos últimos 12 meses.

O cimento, outro insumo básico da construção, permaneceu estável em julho, sem variação em relação ao mês anterior. Ainda assim, o material acumula queda de 10% no ano e de 18,92% em 12 meses.

Por outro lado, a mão de obra continua exercendo pressão sobre os custos. O valor da hora do servente subiu 2,94% em julho, acumulando alta de 14,13% em 2026. Entre os pedreiros, a variação mensal foi de 1,20%, enquanto o acumulado no ano chega a 4,02%.

O presidente do Sinduscon-MT, Claudio Ottaiano, destaca que o CUB é um indicador que reflete a variação média dos custos da construção como um todo. No entanto, cada obra possui características próprias, com projetos, padrões e especificidades que podem influenciar diretamente no custo final.

“Por isso, o índice deve ser utilizado como referência, e não como um valor absoluto para cada empreendimento”, esclarece o presidente.

Segundo Ottaiano, o comportamento do indicador em julho demonstra que os custos da construção são influenciados por diferentes componentes, que podem apresentar movimentos distintos ao longo do tempo.

Entre os materiais, algumas das principais altas foram registradas pela bacia sanitária, que subiu 3,70%, pelo tubo de PVC para esgoto, com alta de 1,42%, pelo registro de pressão, que avançou 1,06%, e pela porta interna, com aumento de 1,03%.

Na direção oposta, a placa de gesso teve queda de 7,89% no mês, enquanto o bloco cerâmico recuou 0,50% e a chapa de compensado permaneceu estável.

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