O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) aprovou a escolha de Gisela Simona (União Brasil) como candidata a vice-governadora na chapa de Otaviano Pivetta (Republicanos). Apesar de integrar a ala dissidente do partido e declarar que não votará no governador, o parlamentar afirmou que a ex-deputada federal tem seu consentimento e reúne qualidades para ocupar o cargo.
“Eu jamais poderia vetar uma pessoa como Gisela Simona. Se ela fosse escolhida, teria o nosso consentimento. Realmente é um bom nome. Se eu fosse governador do Estado, gostaria de ter Gisela na minha equipe de trabalho”, declarou na manhã desta quarta-feira (12).
Júlio explicou que ele e outros deputados do União Brasil foram consultados sobre a indicação. Segundo o parlamentar, a conversa foi conduzida pelo presidente do Progressistas em Mato Grosso, Neri Geller, como um gesto de gentileza, já que a decisão caberia à chapa majoritária.
O deputado ressaltou que outros parlamentares também foram ouvidos, entre eles Dilmar Dal Bosco e Sebastião Rezende. Júlio afirmou que não apresentou resistência ao nome de Gisela e reconheceu a capacidade política e técnica da candidata a vice-governadora.
Apesar do apoio à indicação de Gisela, Júlio reafirmou que não votará em Pivetta. Ele declarou que seguirá a ala dissidente do União Brasil e trabalhará de forma discreta por Wellington Fagundes (PL), enquanto concentra os esforços em sua campanha à reeleição.
“Não vou votar no Otaviano Pivetta. Vou seguir a ala dissidente. Eu e outros companheiros perdemos a convenção, mas teremos plena liberdade para votar em outro candidato”, afirmou.
O União Brasil aprovou em convenção a coligação com o Republicanos. Júlio, no entanto, disse que o encontro foi marcado por forte pressão política, eleitoral e financeira para derrotar o projeto de candidatura própria defendido pelo senador Jayme Campos.
Na Assembleia Legislativa, o deputado afirmou que continuará mantendo uma posição independente em relação ao governo. Segundo ele, os projetos considerados positivos terão apoio, enquanto as propostas que julgar prejudiciais serão rejeitadas.
“Os bons projetos encaminhados para esta Casa pelo governador Otaviano Pivetta terão o meu apoio. Os projetos ruins terão a minha recusa, como sempre ocorreu durante o governo Mauro Mendes”, concluiu.



