NÃO FICARÁ NEUTRO
Júlio diz que ala dissidente do União terá liberdade para votar contra Pivetta
Renato Ferreira
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que não votará no governador Otaviano Pivetta (Republicanos), apesar de o partido ter aprovado oficialmente a aliança com o Republicanos. O parlamentar disse que seguirá a ala dissidente da legenda e trabalhará discretamente por outro candidato, o senador Wellington Fagundes (PL), ao Governo de Mato Grosso.
“Eu e outros companheiros perdemos a convenção, mas teremos plena liberdade para votar em outro candidato. Não vou ficar neutro. Vou trabalhar discretamente, sem participar de grandes movimentos, porque também preciso cuidar da minha campanha”, declarou.
“Ele votou em mim a vida toda. O pai dele, João Baiano, foi meu grande aliado político em Rondonópolis desde minha campanha para deputado federal, em 1978. Temos uma ligação política e familiar muito grande. Até por gratidão, em uma eleição na qual Jayme não é candidato, minha opção seria Wellington”, explicou.
Apesar de contrariar a orientação eleitoral do União Brasil, Júlio ressaltou que permanecerá no partido e respeitará as regras de fidelidade partidária. Ele afirmou que deputados estaduais e federais, diferentemente dos políticos eleitos pelo sistema majoritário, estão sujeitos às normas que podem levar à perda do mandato em caso de troca de legenda sem justa causa.
Independente na Assembleia
Júlio também afirmou que manterá uma atuação independente em relação ao governo Pivetta na Assembleia Legislativa. Segundo o parlamentar, propostas consideradas positivas receberão seu apoio, enquanto projetos que julgar prejudiciais serão rejeitados.
“Eu sempre fui independente. Os bons projetos encaminhados para esta Casa pelo governador Otaviano Pivetta terão o meu apoio. Os projetos ruins terão a minha recusa, como sempre ocorreu durante o governo Mauro Mendes”, afirmou.
Mesmo rejeitando a candidatura de Pivetta, Júlio aprovou a escolha de Gisela Simona (União Brasil) como candidata a vice-governadora. O deputado disse que foi consultado sobre a indicação e deu consentimento ao nome.
“Eu jamais poderia vetar uma pessoa como Gisela Simona. É realmente um bom nome. Se eu fosse governador, gostaria de ter Gisela na minha equipe de trabalho”, concluiu.



