VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Wellington cita ausência de medidas preventivas e cobra ações de proteção às mulheres em MT
Renato Ferreira
O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL) criticou a atuação do Estado no combate à violência contra a mulher e afirmou que as autoridades têm agido somente depois das agressões e dos feminicídios. A declaração foi feita nesta terça-feira (18), após o primeiro debate das eleições de 2026, em Cuiabá. Somente neste ano foram 31 feminicídios, que resultam em mais de 40 crianças órfãs.
Segundo Wellington, Mato Grosso apresenta índices elevados de crimes contra mulheres, mas ainda não possui uma política preventiva suficiente para identificar situações de risco antes que as vítimas sejam assassinadas.
“Esse Estado está ausente. Só chega depois que a mulher foi morta ou espancada. Eu quero um Estado que trabalhe para prevenir”, declarou.
O candidato também afirmou que Mato Grosso esteve entre os estados com os maiores índices proporcionais de feminicídios nos últimos anos. Durante a entrevista, porém, não apresentou dados detalhados sobre os números mencionados.
Como proposta, Wellington defendeu a capacitação dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias para ajudar o poder público a identificar mulheres, crianças e famílias em situação de vulnerabilidade.
Segundo o senador, esses profissionais visitam residências diariamente e conhecem de perto a realidade das comunidades, principalmente nas regiões periféricas. As informações coletadas poderiam auxiliar o Estado na elaboração de ações integradas nas áreas de saúde, assistência social, educação e segurança.
Wellington ressaltou que a proposta não pretende transformar os profissionais da saúde em agentes de segurança pública. A intenção, conforme explicou, é criar uma rede de prevenção capaz de comunicar aos órgãos responsáveis a existência de possíveis situações de violência.
“Não é para transformar o agente de saúde em agente de segurança. É para que aqueles que vivem o dia a dia das famílias tragam informações para o Estado se planejar. Eles serão parceiros do governo e da sociedade”, afirmou.
O candidato prometeu ainda desenvolver um “governo de mutirões”, reunindo servidores, municípios, associações e movimentos comunitários para executar políticas públicas de prevenção à violência e ampliar a presença do Estado nas comunidades.



