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EM CUIABÁ

Governo lança sistema climático em MT e ministro reage a críticas de Trump sobre frigoríficos

Do Local - Renato Ferreira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, anunciou nesta quinta-feira (27), durante agenda em Várzea Grande, a ampliação da cobertura meteorológica de Mato Grosso e o lançamento do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A ferramenta busca melhorar a previsão de eventos climáticos e auxiliar produtores rurais na tomada de decisões.

Segundo o ministro, as estações meteorológicas do estado foram modernizadas e ampliadas. Com a mudança, Mato Grosso deverá se tornar o segundo estado brasileiro, depois do Rio Grande do Sul, a contar com cobertura em todo o território.

A medida ganha importância diante da possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño, que pode provocar mudanças no regime de chuvas e afetar diretamente a produção agropecuária.

“O governo federal se reúne desde o início do ano em um trabalho conjunto de 24 ministérios, liderado pela Casa Civil, para enfrentar esse fenômeno. No âmbito da agricultura, formamos um grupo de trabalho envolvendo a Embrapa, o Inpe e o Inmet”, explicou.

De acordo com André de Paula, a cobertura permitirá maior previsibilidade e dará suporte aos produtores diante dos riscos climáticos.

“Esse é um instrumento muito valioso no enfrentamento do El Niño e no apoio aos nossos agricultores. Mato Grosso tem uma clara vocação para o agro e é um momento importante para fazermos essa entrega”, afirmou.

Durante a entrevista, o ministro também foi questionado sobre declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito de um suposto cartel no mercado de carnes. Entre as empresas brasileiras citadas no debate estão a JBS e a Marfrig.

André de Paula afirmou que o assunto é acompanhado por diferentes áreas do governo federal e não se limita ao Ministério da Agricultura. Segundo ele, o mercado norte-americano possui importância estratégica para o Brasil, embora a relação comercial enfrente incertezas.

“Essa é uma questão de governo, não apenas da Agricultura. É algo que precisamos acompanhar, e temos feito isso”, declarou.

O ministro disse ainda ter recebido a informação de que os Estados Unidos fariam uma compra significativa de carne brasileira sem os efeitos das tarifas comerciais. Para ele, a movimentação ocorre principalmente pela necessidade do mercado norte-americano.

“Celebro a notícia de que os Estados Unidos estão anunciando uma compra grande e significativa de carne sem o efeito tarifário, muito mais porque precisam da gente do que por estarem fazendo um gesto”, afirmou.

O acompanhamento envolve, além do Ministério da Agricultura, as áreas de Relações Exteriores e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. André de Paula destacou que aspectos técnicos são tratados pelo Mapa, enquanto as negociações políticas e diplomáticas ficam sob responsabilidade de outros setores do governo.

“Todos os países têm hoje muita dificuldade de prever como será a relação com os Estados Unidos. O vice-presidente e o chanceler também estão envolvidos nessa questão”, concluiu.

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