APÓS OPERAÇÃO BÓREAS
Grupo afirma que Tatu Bola opera de forma independente após prisão de empresária
Muvuca Popular
O Grupo Alife Nino, responsável pela marca Tatu Bola, afirmou que não mantém vínculo societário ou administrativo com a advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, presa preventivamente pela Polícia Federal na terça-feira (25), durante a Operação Bóreas. A investigação apura crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas.
Thatiana é sócia da unidade do Tatu Bola em Cuiabá e detém a licença para utilização da marca na capital. Segundo o Grupo Alife Nino, o estabelecimento funciona de maneira independente há mais de um ano e é o único entre os mais de 130 bares e restaurantes da rede a operar nesse formato.
Em nota, o grupo declarou não possuir qualquer relação com os fatos investigados pela Polícia Federal e informou que adotará as medidas cabíveis para resguardar seus direitos.
A empresária, que também atua como advogada, nega participação em qualquer atividade criminosa. A defesa sustenta que não há elementos que comprovem o envolvimento dela no esquema investigado.
Márcio Rabelo Mesquita Theodoro, irmão de Thatiana, foi preso no ano de 2025. Ele foi detido por suspeita de envolvimento com o tráfico internacional de drogas.
Na ocasião, Márcio foi flagrado por agentes da Polícia Federal em uma pista de pouso de Marianópolis, no Tocantins, ao lado de outros quatro suspeitos. No local, os policiais encontraram uma aeronave carregada com aproximadamente 450 quilos de cocaína.
Mais de um ano depois da apreensão, Thatiana foi presa preventivamente. Até o momento, as autoridades não divulgaram qual teria sido o suposto papel atribuído à empresária no caso.
Thatiana permanece presa por força da decisão judicial. Por se tratar de prisão preventiva, a medida não possui prazo previamente definido e pode ser reavaliada pela Justiça durante o andamento do processo.



