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FAGUNDES NA MIRA

Pivetta chama adversários de “ratazanas” e diz que eleitor terá chance de varrer “velha política”

Renato Ferreira

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) partiu para o ataque contra os adversários na disputa pelo Palácio Paiaguás e afirmou que as eleições de outubro representam uma oportunidade para Mato Grosso se livrar de políticos que, segundo ele, fizeram carreira no poder sem resolver problemas históricos do Estado. Em uma das declarações mais duras da campanha, Pivetta chamou integrantes da chamada “velha política” de “ratazanas” e direcionou as críticas especialmente ao senador Wellington Fagundes (PL), mas sem citar nomes.

As declarações foram dadas após o debate entre os candidatos ao Governo realizado na manhã desta terça-feira (1º). Ao comentar o cenário eleitoral, Pivetta ironizou a concentração de antigos nomes da política entre seus adversários.

“Parece que Deus foi muito generoso com Mato Grosso, que colocou toda a velha política junta. O povo do Mato Grosso vai ter uma oportunidade de se livrar”, disparou.
Pivetta também atacou políticos que acumulam décadas de mandatos e afirmou que a permanência prolongada no poder não necessariamente representa serviços prestados à população.

“É muito triste eleger políticos jovens, mal caráteres, que ficam a vida inteira dentro da política, fazendo o negócio. É horrível isso”, afirmou.

O governador subiu ainda mais o tom ao recorrer à expressão “ratazanas” para se referir aos grupos políticos que responsabiliza pelo abandono de áreas essenciais. Entre os exemplos, citou a demora de mais de três décadas para a conclusão do Hospital Central, além das dificuldades enfrentadas no passado pela saúde, educação e funcionalismo público.

“Nessa eleição, o povo do Mato Grosso vai ter a oportunidade de aposentar definitivamente muitas ratazanas que deixaram o Hospital Central 35 anos, que não fizeram a educação prosperar, que não cuidaram da saúde pública, que deixaram a população abandonada, os servidores com salários atrasados”, declarou.

Pivetta tenta transformar a comparação entre a atual administração e governos anteriores em uma das linhas centrais de sua campanha. Na avaliação dele, o eleitor deve considerar principalmente a situação encontrada pela gestão iniciada em 2019 e as mudanças promovidas desde então.

Ao citar o funcionalismo, o governador lembrou o período em que atrasos salariais provocavam insegurança entre servidores e suas famílias.

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