SEM PROMESSA
Pivetta chama promessa de RGA de “conversa fiada” e cobra origem dos R$ 4 bilhões
Renato Ferreira
O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que não fará promessas sobre o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores públicos estaduais sem indicar a origem dos recursos. Durante o Diálogos com os Candidatos, realizado nesta quinta-feira (3), no Cenarium Rural, em Cuiabá, ele calculou que a medida custaria R$ 4 bilhões por ano e poderia comprometer os investimentos do Estado.
Pivetta classificou como “conversa fiada” a promessa de pagamento da revisão sem a apresentação de uma fonte de receita. Segundo o candidato, o valor necessário para conceder a RGA seria semelhante ao montante que o Governo de Mato Grosso dispõe anualmente para investir.
“Sabe quanto custa a RGA que estão prometendo? Custa R$ 4 bilhões por ano. Sabe quanto temos para investir? R$ 4 bilhões. Sabe o que vai acontecer? Não vai fazer mais nada”, declarou.
Sem citar nominalmente os adversários, o governador afirmou que propostas apresentadas durante o período eleitoral precisam ser confrontadas com o impacto que provocariam nas contas públicas. Ele disse que pretende manter os pagamentos em dia e negociar com os servidores, mas rejeitou assumir compromissos que considera inviáveis.
“É só votar em quem está prometendo que vai dar RGA. Eu vou pagar as contas em dia, valorizar o servidor público e sentar para conversar, mas sem conversa fiada, sem promessa. Quem promete RGA tem que dizer de onde vai tirar o dinheiro”, afirmou.
Pivetta sustentou que o Estado teria de escolher entre ampliar investimentos e aumentar as despesas com a folha de pagamento. Na avaliação do candidato, conceder uma revisão de forma linear também manteria as diferenças entre os menores e os maiores salários do funcionalismo.
“Tem gente que ganha R$ 40 mil e tem gente que ganha R$ 4 mil. Nós vamos sentar e fazer uma recuperação. Quem ganha R$ 4 mil tem que ganhar mais”, disse.



