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ELEIÇÕES 2026

Pivetta diz que não pediu apoio de prefeitos do PL e minimiza pesquisa: “Quem conhece não vota nele”

Renato Ferreira

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) subiu o tom contra Wellington Fagundes (PL) nesta quinta-feira (3) ao afirmar que não pediu o apoio de nenhum dos prefeitos do partido adversário que têm aderido à sua campanha e disparar que, na avaliação dele, quem passa a conhecer melhor o senador acaba desistindo de votar no candidato do PL. Pivetta também minimizou a pesquisa divulgada nesta quinta que mostra Fagundes na liderança da disputa pelo Governo de Mato Grosso.

As declarações foram dadas após Pivetta ser questionado sobre novas adesões de prefeitos filiados ao PL, partido de Wellington. Segundo o governador, os apoios não são resultado de pedidos feitos por ele, mas da relação construída com os gestores municipais e da confiança no projeto que apresenta para os próximos quatro anos.

“O que eu senti ao longo desse tempo todo é que quem passa a conhecer o outro candidato não fica com ele, não vota nele”, afirmou Pivetta.

Na sequência, o governador negou que esteja atuando diretamente para retirar prefeitos da base política de Fagundes.

“Eu vou falar aqui sinceramente: eu não pedi, não pedi objetivamente para nenhum prefeito me apoiar. Todas as manifestações que estão sendo feitas são pela convivência, pela confiança, pela expectativa de um bom governo e pelo que nós podemos oferecer de melhor para os municípios e para o povo mato-grossense”, declarou.

As adesões de prefeitos do PL têm ganhado peso político justamente porque ocorrem em meio à disputa direta entre Pivetta e Wellington. Apesar de Fagundes disputar o Palácio Paiaguás pela sigla, gestores municipais do próprio partido têm optado por caminhar com o atual governador.

PESQUISA

O movimento, entretanto, ainda não se refletiu no levantamento divulgado nesta quinta-feira (3). Na pesquisa, Wellington aparece na liderança com 34% das intenções de voto, enquanto Pivetta registra 28%. A diferença entre os dois é de seis pontos percentuais.

Questionado sobre o fato de permanecer atrás do adversário apesar da ampliação de sua base política, Pivetta relativizou os números e afirmou que sua atenção está voltada para as urnas em 4 de outubro.

“Pesquisa é mais uma pesquisa. Vão vir outras e eu quero botar foco no dia 4 de outubro. Eu tenho muita confiança que o povo mato-grossense vai fazer a melhor escolha”, afirmou.

Pivetta disse ainda acreditar que poderá avançar à medida que sua trajetória e suas propostas forem mais conhecidas pelo eleitorado.

“Eu tenho muita fé no futuro. Sinto que as pessoas, na medida em que vão nos conhecendo, vão gostando da nossa história e também das nossas propostas. Tenho certeza que Deus está cuidando de tudo e eu vou ter uma missão de tocar Mato Grosso nos próximos quatro anos”, declarou.

Outro dado colocado ao governador foi o desempenho de Wellington entre os eleitores de menor renda. Pivetta respondeu recorrendo aos resultados sociais de sua gestão e afirmou que pretende intensificar políticas destinadas à população mais vulnerável.

Segundo ele, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que mais de 300 mil pessoas deixaram a pobreza em Mato Grosso nos últimos sete anos e meio. O governador afirmou, porém, que ainda há um contingente que precisa ser alcançado pelas políticas públicas.

“O que nós queremos é que não tenha pobreza em Mato Grosso. […] Temos ainda um desafio grande. Eu tenho certeza que o Estado de Mato Grosso tem as condições necessárias para que, com políticas públicas adequadas, nós possamos tirar todos os mato-grossenses que estão na pobreza para que tenham uma vida digna”, disse.

Pivetta citou moradia, geração de emprego, educação pública, saúde, esporte e lazer como áreas que pretende fortalecer e sustentou que a melhoria dos serviços públicos também representa ganho de renda indireto para as famílias.

“Mesmo tendo um salário baixo, tendo uma boa escola, tendo uma saúde que funcione e tendo uma cidade boa para morar, com bons espaços públicos, esporte e lazer, [é possível] ter uma vida digna. Não precisa ter ninguém na pobreza em Mato Grosso e nós vamos cuidar disso”, concluiu.

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