PERFIL DO ELEITORADO
Pivetta concentra força entre homens e eleitores de meia-idade; Natasha se destaca entre mulheres
Muvuca Popular
A liderança de Otaviano Pivetta (Republicanos) na corrida ao Governo de Mato Grosso é sustentada principalmente pelo eleitorado masculino, de meia-idade e economicamente ativo, enquanto Wellington Fagundes (PL) encontra seus melhores percentuais entre os mais jovens e os mais velhos. Já Doutora Natasha (PSD) se destaca proporcionalmente entre mulheres, pessoas com ensino superior e eleitores fora da população economicamente ativa. É o que revela o detalhamento da nova rodada do Paraná Pesquisas, divulgada nesta quarta-feira (9).
No cenário geral estimulado, Pivetta lidera com 40,8%, seguido por Wellington, com 30%, e Natasha, com 12%. Sargento Laudicério (Lau) registra 1,7%, Mauricio Coelho, 0,5%, e Rafaell Milas, 0,4%.
Pivetta, primeiro colocado na pesquisa, alcança seu melhor desempenho entre os eleitores de 45 a 59 anos, segmento no qual chega a 46,2%. Entre os homens, registra 44,8%, contra 37% entre as mulheres. O governador também apresenta desempenho mais elevado entre quem possui ensino superior, com 43,3%, e ensino médio, com 42,1%. Entre a população economicamente ativa (PEA), chega a 43,8%, enquanto entre a não PEA cai para 34,4%.
A força de Pivetta diminui, porém, nas duas pontas da faixa etária. Ele tem 37,7% entre os jovens de 16 a 24 anos e 33,8% entre aqueles com 60 anos ou mais. É justamente nesses grupos que Wellington consegue reduzir a distância para o líder.
Wellington Fagundes, segundo colocado, apresenta uma distribuição mais equilibrada entre homens e mulheres: são 29,3% entre o público masculino e 30,5% no feminino. Por idade, seus melhores resultados estão entre os eleitores com 60 anos ou mais, com 33,5%, e entre os jovens de 16 a 24 anos, com 32%.
A escolaridade também evidencia uma característica do eleitorado de Wellington. O senador alcança 33,1% entre aqueles com ensino fundamental, 30,2% no ensino médio e cai para 25,1% entre os eleitores com ensino superior. Entre a população não economicamente ativa tem 30,4%, praticamente o mesmo patamar dos 29,7% registrados na PEA.
A aproximação de Wellington nas pontas etárias fica ainda mais evidente no confronto direto entre os dois principais candidatos. Sem os demais nomes, Wellington aparece numericamente à frente de Pivetta entre os jovens de 16 a 24 anos, por 44,6% a 41,7%, e entre os eleitores com 60 anos ou mais, por 43,8% a 42,3%. Pivetta, por sua vez, abre vantagem expressiva entre 45 e 59 anos: 52,4% contra 34,5%.
Doutora Natasha, terceira colocada, apresenta maior penetração entre o eleitorado feminino. Ela registra 13,7% entre as mulheres, contra 10,1% entre os homens. O melhor desempenho por idade ocorre entre os eleitores com 60 anos ou mais, onde alcança 16,5%.
A candidata também cresce conforme aumenta a escolaridade: tem 10,7% entre eleitores com ensino fundamental, 11,3% no médio e 15% entre aqueles com ensino superior. Outro contraste aparece na situação econômica. Natasha marca apenas 9,5% entre a PEA, mas sobe para 17,3% entre a população não economicamente ativa, seu maior percentual entre os principais recortes analisados.
Sargento Laudicério, quarto colocado com 1,7% no geral, encontra seu maior percentual entre os mais jovens. O candidato chega a 3,4% entre os eleitores de 16 a 24 anos e a 3% na faixa de 25 a 34 anos. Também tem desempenho superior entre homens, com 2,3%, contra 1,2% entre mulheres.
Mauricio Coelho, que aparece com 0,5% no cenário geral, também registra seu maior índice entre os jovens de 16 a 24 anos, onde chega a 1,7%. Entre os homens tem 0,9%, enquanto entre as mulheres registra 0,1%.
Rafaell Milas, com 0,4% das intenções de voto, completa a sequência. Assim como Laudicério e Mauricio, seu melhor resultado está no eleitorado mais jovem: 2,3% entre aqueles de 16 a 24 anos. Entre homens registra 0,6%, contra 0,3% entre mulheres.
Os percentuais dos candidatos com menor intenção de voto devem ser interpretados com cautela, especialmente nos recortes da amostra. A própria pesquisa estabelece margem de erro de 2,7 pontos percentuais para os resultados gerais, e não uma margem específica de 2,7 pontos para cada subgrupo.
Metodologia
O Paraná Pesquisas entrevistou 1.352 eleitores em 52 municípios de Mato Grosso, entre os dias 6 e 8 de setembro de 2026. As entrevistas foram pessoais, domiciliares e presenciais. O levantamento tem grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em aproximadamente 2,7 pontos percentuais para os resultados gerais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MT-01505/2026.



