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USO DA ESTRUTURA PÚBLICA?

Materiais de campanha de ex-secretário e candidato são flagrados dentro de prédio da Educação em MT

Muvuca Popular

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Caixas com materiais de campanha do candidato a deputado estadual Alan Porto (Republicanos) teriam sido levadas para dentro da Diretoria Regional de Educação (DRE) de Cáceres na última terça-feira (08). Fotografias encaminhadas junto à denúncia mostram os materiais eleitorais e levantam suspeitas de que a estrutura ligada à Educação estadual estaria sendo utilizada como apoio para a campanha.

As informações foram encaminhadas ao site VG Notícias. Conforme o relato, o material não apenas teria passado pela unidade, mas a DRE estaria servindo como ponto para recebimento e posterior distribuição dos itens de campanha.

A denúncia envolve justamente um ex-integrante do comando da Educação estadual. Antes de entrar na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Alan Porto ocupava o cargo de secretário de Estado de Educação.

Outro ponto apresentado pelos denunciantes é a suposta existência de uma lista relacionada ao apoio eleitoral ao candidato. Servidores relatam que estaria circulando entre unidades da rede estadual uma espécie de relação de “compromisso de votos”, na qual escolas apareceriam associadas a determinados apoios.

Não está esclarecido, porém, quem elaborou essa lista, de onde ela partiu ou com qual finalidade teria sido produzida. Em relação às caixas fotografadas na DRE, também não há informação sobre quem teria levado os materiais ao local ou quem teria permitido que permanecessem dentro da unidade.

Da mesma forma, ainda não foi esclarecido se funcionários públicos participaram de alguma eventual distribuição ou se outros recursos pertencentes ao Estado foram utilizados.

A nova denúncia se soma a outro episódio envolvendo a candidatura de Porto e servidores da Educação. Um dia antes, veio a público um áudio atribuído ao diretor de uma escola estadual de Santo Antônio do Leverger, no qual são mencionadas supostas metas de votos para unidades escolares.

Na gravação, o diretor afirma que a escola teria uma cota de 50 votos e cita possíveis consequências, como transferências, para servidores que não apoiassem o candidato. Também existem suspeitas, dentro da apuração, sobre possíveis negociações de benefícios para a escola em troca de apoio eleitoral.

O caso relacionado ao áudio está sendo investigado pelo Ministério Público Eleitoral. Durante a campanha, esta não é a primeira vez que surgem denúncias relacionando estruturas da rede estadual de ensino a uma possível mobilização política em favor do ex-secretário.

Outro lado

Em nota, Alan Porto afirmou que suas ações e atividades são realizadas respeitando a legislação eleitoral e as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Segundo o candidato, a campanha é conduzida com orientação jurídica e dentro dos limites previstos em lei. Ele afirmou ainda que eventuais questionamentos serão respondidos nos processos correspondentes, com tranquilidade e transparência, sempre que houver determinação da Justiça Eleitoral.

Porto acrescentou que continuará concentrando a campanha na apresentação de propostas e no diálogo com a população.

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