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Prefeitura entrega nova casa de acolhimento para vítimas de violência
Muvuca Popular
Uma flor que nasce em água barrenta, mas sempre está limpa, uma planta cujas sementes podem brotar após séculos sob a terra e cujas folhas contam com microestruturas que repelem até insetos. Esta é a flor de Lótus. E é justamente pela capacidade de florescer mesmo na adversidade que este foi o nome escolhido para a o Serviço de Acolhimento Institucional para Mulheres Vítimas de Violência – a Casa de Lótus.
O local foi oficialmente entregue nesta terça-feira (15), em uma cerimônia restrita, pois o endereço da unidade é sigiloso, dado que as mulheres – e seus filhos – só são encaminhadas para a unidade pela via judicial.
“A passagem por aqui é pontual, pois rapidamente estas mulheres são acolhidas por sua família extensa”, explica a secretária de Assistência Social (Semas), Daniela Marsola Stel, explicando que se entende como família extensa não apenas os pais e filhos, mas também outros parentes próximos, como avós, tios, tias, primos e, em alguns casos, membros que não possuem parentesco biológico, desde que haja convivência e cuidado mútuo.
Daniela destacou ainda que “ninguém deve ser definido pela violência que sofreu e que a Casa é uma oportunidade para as mulheres acolhidas florirem novamente”. A primeira-dama e secretária da Mulher e da Família (Semfa), Mara Fernandes, complementa dizendo que “mais que um prédio, a Casa Lótus é um local de reconstrução”.
Para o prefeito Alei Fernandes, é fundamental seguir com ações assim, “que beneficiem diretamente as pessoas que mais precisam”. A cerimônia também contou com a presença de vereadores e de demais representantes de instituições que atuam na rede de combate à violência contra a mulher.
O prédio conta com cerca de 350 m², e foi erguido no mesmo local da estrutura que sofreu um incêndio em março de 2023 e precisou ser demolida. A nova estrutura, que custou cerca de R$ 1,5 milhão, conta com quatro dormitórios, banheiros, brinquedoteca, cozinha, lavanderia, sala de estar, espaço de convivência, sala para atendimento psicológico. O processo de fiscalização da obra ficou a cargo da Secretaria da Cidade (Semcid).
Enquanto o prédio próprio não estava pronto, o serviço de acolhimento a mulheres (assim como a seus filhos) vítimas de violência doméstica continuou sendo ofertado em imóvel locado.



