SANEAMENTO BÁSICO
Menos de 1% dos moradores de Mato Grosso não possuem água potável em casa
Thalyta Amaral
Quase a totalidade da população de Mato Grosso vive em domicílios com acesso à água potável gerenciada de forma segura. Em 2025, o índice chegou a 99,7%, o que significa que apenas 0,3% dos moradores estavam fora dessa condição.
Os dados são da plataforma IMDS – Eleições: Panorama Estadual, do Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), e colocam Mato Grosso entre os estados com os melhores indicadores do país quando o assunto é acesso à água segura.
O percentual de 99,7% é o terceiro maior do Brasil, atrás apenas de Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, ambos com 99,8%. São Paulo e Distrito Federal aparecem logo abaixo de Mato Grosso, com 99,6% cada.
Na outra ponta, o Acre apresenta o menor índice, com 89,8% da população vivendo em domicílios com água potável gerenciada de forma segura. Pernambuco aparece com 91,2%, seguido por Alagoas (91,6%) e Paraíba (92%).
Para entrar nessa classificação, não basta o imóvel ter algum tipo de abastecimento de água. O indicador considera como serviço gerenciado de forma segura aquele que reúne simultaneamente uma fonte considerada adequada, disponibilidade de água quando necessária, localização no próprio domicílio ou terreno e ausência de contaminação fecal ou química.
Entre as fontes consideradas adequadas estão rede geral, poços artesianos, poços rasos protegidos, nascentes protegidas e água da chuva armazenada. As informações utilizadas pelo IMDS têm como base os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Outro indicador reforça as condições de moradia registradas em Mato Grosso. Apenas 0,3% da população vive em domicílios que não possuem banheiro de uso exclusivo, considerando instalações com chuveiro e vaso sanitário.
O percentual é o 10º menor do país, empatado com Minas Gerais. Em sete estados — Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Goiás, São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro — o índice é de 0,1%.
A situação é bastante diferente em algumas regiões do país. No Acre, 15,6% da população vive em imóveis sem banheiro de uso exclusivo. No Maranhão, são 9,9%; no Amazonas, 9,5%; e no Pará, 9,4%.



