sexta-feira, 9 outubro, 2026

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TORTURA E ROUBO

Polícia indicia dupla por roubo e tortura contra vereador e família; suspeito segue foragido

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A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou o assalto seguido de tortura contra o vereador Wesley Cláudio (Novo) e três familiares, ocorrido na madrugada de 28 de setembro, em Rondonópolis. Um jovem de 20 anos, apontado como participante direto das agressões, e uma mulher de 24 anos, suspeita de dar suporte à ação criminosa, foram indiciados. O homem continua foragido, enquanto a mulher permanece presa preventivamente.

Durante o crime, o parlamentar e seus familiares ficaram cerca de três horas sob o controle de criminosos armados. As vítimas sofreram agressões físicas, ameaças e violência psicológica. Entre os episódios de maior gravidade, os assaltantes cortaram parte da orelha do vereador e ameaçaram decepar a mão de uma criança de nove anos.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis. Um dos elementos que ajudaram a identificar os suspeitos foi uma motocicleta utilizada nos deslocamentos relacionados ao assalto.

O rastreamento do veículo levou os investigadores até a mulher de 24 anos, presa em flagrante no dia 29 de setembro, um dia após o crime. Na ocasião, os policiais apreenderam R$ 17 mil, uma aliança pertencente ao vereador, celulares, capacetes, munições e a motocicleta.

A aliança foi reconhecida por Wesley Cláudio. Tanto a joia quanto os valores recuperados foram devolvidos às vítimas. O carro levado pelos criminosos durante a fuga também foi encontrado pelas forças de segurança.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher teria disponibilizado a motocicleta utilizada na ação e ficado responsável por guardar parte do dinheiro e dos objetos roubados. Ela foi indiciada por quatro crimes de roubo majorado, considerando as quatro vítimas.

Já o homem de 20 anos foi reconhecido pelos familiares como um dos responsáveis pela invasão da residência e pelas agressões. Ele responderá, em tese, por quatro crimes de roubo majorado e quatro de tortura.

A Justiça decretou a prisão preventiva do suspeito, mas ele ainda não foi localizado. A Polícia Civil segue realizando diligências para cumprir o mandado.

No relatório final, a Derf defendeu a manutenção da prisão preventiva da mulher e da ordem de prisão contra o homem, diante da gravidade das condutas investigadas.

Embora o inquérito tenha sido concluído em relação aos dois indiciados, a Polícia Civil continuará apurando a participação de outros possíveis envolvidos, incluindo a função desempenhada por cada integrante do grupo durante o planejamento e a execução do assalto.

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