quinta-feira, 15 outubro, 2026

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PEC 6X1

CDL alerta para alta de custos e risco de pressão sobre preços com redução da jornada

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Foto: Divulgação CDL

A redução da jornada semanal de trabalho, com dois dias de repouso remunerado e sem redução salarial, preocupa o comércio de Cuiabá pelo risco de elevar os custos das empresas e pressionar os preços ao consumidor. A Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) acompanha com preocupação a aprovação da PEC 221/2019 e alerta que a mudança exige medidas para evitar prejuízos à manutenção dos empregos e ao funcionamento dos estabelecimentos.

Em nota, a entidade destaca que o comércio e o setor de serviços da Capital funcionam “de domingo a domingo” e defende que as alterações sejam implementadas sem comprometer “o funcionamento das empresas, a valorização dos trabalhadores e a qualidade do atendimento aos consumidores”.

O principal desafio, segundo a CDL, será absorver o aumento do custo por hora trabalhada sem reduzir o atendimento ou comprometer os postos de trabalho. A preocupação é maior entre os pequenos comerciantes, que operam com equipes enxutas e margens de lucro apertadas, tendo menos espaço para absorver despesas adicionais.

A entidade também chama a atenção para os possíveis reflexos no bolso da população. Conforme a nota, “sem alternativas de compensação, a pressão por repasse aos preços pode chegar ao consumidor”, cenário que reforça a preocupação com os efeitos da mudança sobre toda a cadeia do comércio.

Embora reconheça os benefícios da ampliação do descanso semanal, a CDL Cuiabá ressalta que a implementação precisa considerar tanto os direitos dos trabalhadores quanto a realidade de quem mantém os negócios em funcionamento. Por isso, defende medidas como segurança jurídica, negociação coletiva, redução dos encargos sobre a folha de pagamento e incentivo à qualificação profissional.

Para o presidente da entidade, Júnior Macagnam, a valorização profissional precisa estar associada à preservação dos postos de trabalho. “Valorização do trabalhador e preservação de empregos precisam caminhar juntos”, afirma.

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